Trabalhadores do Imesf iniciam greve nesta quarta-feira

Os trabalhadores do Instituto Municipal da Estratégia de Saúde da Família (Imesf) começam a greve nos postos de saúde de Porto Alegre a partir das 8h desta quarta-feira (09). A greve, aprovada em assembleia convocada pelo Sindisaúde-RS e mais três sindicatos, ocorre devido ao anúncio do fim do instituto pelo prefeito Marchezan e a demissão de mais de 1,8 mil funcionários ligados à saúde da família e atenção básica da Capital. Dos 140 postos de Porto Alegre, 77 são atendidos exclusivamente por trabalhadores do Imesf.

O presidente do Sindisaúde-RS, Julio Jesien, destaca que “o prefeito não demonstra qualquer interesse de conversar com as lideranças e com os trabalhadores, de buscar uma solução que efetivamente atenda aos interesses da população. As comunidades estão conosco desde o primeiro dia: nenhum usuário dos postos quer perder os vínculos construídos com os profissionais do Imesf”.

No entanto, o Sindisaúde-RS, a maioria da Câmara de Vereadores e grande parte dos deputados estaduais defende, como solução, transformar o instituto em empresa pública, pois foi o que fez a prefeita de Novo Hamburgo. Além disso, a pauta já está na CCJ do Senado o PL 347, que regulamenta as fundações públicas como o Imesf. Se aprovado, Marchezan não teria que dar fim ao instituto.

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou, em nota, que não vê motivos para a realização da greve. “A SMS reafirma seu papel de cumprir com o atendimento adequado para a população e declara não haver motivos para paralisação greve de profissionais do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (IMESF), uma vez que esta tem como motivação a decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul que declarou a inconstitucionalidade da lei que criou o IMESF a pedido dos próprios sindicatos, decisão esta referendada pelo Supremo Tribunal Federal. Assim, é um contrassenso quem diz que quer continuar atendendo a população deixar de atender para pleitear qualquer reivindicação. A secretaria não vai tolerar a descontinuidade do cumprimento do contrato ainda vigente e o fechamento de serviços de saúde, com consequente desassistência à população. Salienta-se que o modelo de atendimento que substituirá o IMESF não terá a greve como rotina, nem manterá a população refém de sindicatos e interesses corporativos”, diz a nota.

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