Tribunal Superior Eleitoral aposta nas redes sociais para se aproximar dos jovens, tirar dúvidas e facilitar denúncias nas eleições

O TSE também fechou acordos com Twitter, Facebook e Google. (Foto: Divulgação)

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem inovado nas formas de se comunicar com o eleitor brasileiro e as parcerias com as redes sociais devem ajudar ainda no combate a crimes eleitorais.
Até um perfil no TikTok foi criado, o @TSEjus, e o primeiro vídeo traz o presidente Luís Roberto Barroso em uma versão mais descolada, sem terno e de camisa com as mangas dobradas, chamando os jovens para votar:

Em uma parceria inédita no mundo entre uma autoridade eleitoral e o WhatsApp, foi lançado o Tira-Dúvidas no WhatsApp. Pelo assistente virtual, é possível descobrir local de votação, estatísticas sobre eleitores e candidaturas e também checar se uma informação é “Fato ou Boato?”.

Para acessar o assistente virtual há três opções: salvar o número de telefone 61 9637-1078 e iniciar uma conversa, acessar o site do TSE e, com a câmera do celular, escanear o QR Code.

O eleitor ainda vai poder denunciar disparos em massa via WhatsApp – o que é proibido pela legislação eleitoral. A empresa será responsável por fazer uma investigação interna para verificar se as contas denunciadas violaram as políticas do aplicativo e, se for o caso, bani-las.

O TSE também fechou acordos com Twitter, Facebook e Google. Ao fazer uma busca no Twitter relacionada às eleições, a primeira mensagem que aparece para o internauta traz o link do TSE com a dica de que na página do tribunal traz as informações oficiais das #Eleições2020.

Nos dias próximos à eleição, o Facebook vai disponibilizar o “Megafone”, que trará no feed de notícias dos usuários mensagens do TSE, principalmente sobre organização e medidas de segurança sanitária nos dias de votação.

Já no Instagram, que pertence ao Facebook, stickers (figurinhas) terão temática das eleições e a plataforma também vai divulgar campanha do TSE para incentivar a participação das mulheres na política. Ao digitar a expressão “Como votar” no Google, as primeiras informações que aparecem são da Justiça Eleitoral.

Outra novidade é a possibilidade de justificar o voto pelo app e-Título. A nova versão do aplicativo, que é gratuito, irá permitir que quem não comparecer para votar justifique no mesmo dia da eleição, 15 de novembro (1º turno) e 29 de novembro (2º turno).

No momento da justificativa, o aplicativo vai acionar o sistema de georreferenciamento, que fará a leitura do local onde o eleitor está e onde ele vota, permitindo ou não a justificativa.

Os eleitores que não tiverem acesso a um celular vão poder justificar o voto em qualquer seção eleitoral no dia da votação, como já ocorria. Pelo e-Título, é possível ainda gerar certidões de quitação eleitoral e de “nada consta” de crimes eleitorais.

O tribunal ainda tem os aplicativos Boletim na Mão, Resultados, Mesário e Pardal. O Boletim na Mão permite que o eleitor escaneie o QR Code de uma sessão eleitoral para depois saber o resultado daquele local, enquanto que o Resultados permite acompanhamento da apuração de votos em todo o País, a partir de consulta nominal. Já o aplicativo Mesário tem como principal finalidade treinar as pessoas que vão trabalhar nas eleições.

Conhecido de outras eleições, o app Pardal serve para fazer denúncias de propaganda eleitoral irregular, com o envio de fotos e vídeos. A investigação ficará a cargo de cada Estado. Uma das denúncias que pode ser feita é a existência de outdoors de candidatos, o que é proibido pela legislação eleitoral.

O TSE ainda conseguiu garantir com as operadoras de celular o chamado “zero rating”: ao navegar pelo portal da Justiça Eleitoral, os usuários não são cobrados pelo acesso realizado entre setembro e novembro. A medida é vista como um incentivo para que o eleitor busque por informações sobre as eleições sem comprometer seu pacote de dados.

No site do TSE, o eleitor ainda pode acessar o DivulgaCandContas, que permite acessar o perfil de cada candidato e verificar informações como o plano de governo, a declaração de bens do concorrente e as contas da campanha.

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