Sexta-feira, 03 de Maio de 2024

Home em foco A aposta de Lula para atrair a classe média

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O governo Lula 3 lançou nessa segunda-feira (22) a maior ofensiva sobre a fatia da classe média que empreende no Brasil. Após uma série de pesquisas atestarem a rejeição desse grupo ao presidente, o Planalto moldou um programa de refinanciamento de dívida e de concessão de empréstimos que alcança até 95% das pessoas jurídicas no País.

“O presidente me disse que, no primeiro mandato, olhou muito para os mais pobres. No segundo, para os grandes empresários. Agora, ele busca atender o empreendedor individual”, disse ao blog o ministro Márcio França (Micro e Pequena Empresa).

O governo vai fazer a ofensiva em duas frentes. Uma via é a do refinanciamento de dívida, uma versão do Desenrola para PJs, que pode atender todos os microempreendedores indiviguais (MEI) e os inscritos no Simples, que faturam até R$ 4 milhões por ano.

A segunda perna da ofensiva é sobre os que faturam até R$ 360 mil. Neste caso, o governo será uma espécie de fiador para a concessão de empréstimos de até um terço do faturamento anual. Se o empreendimento for chefiado por mulheres, o empréstimo pode chegar até metade do faturamento.

“Gasto”

O presidente Lula disse considerar “desagradável” que toda ação do governo seja tratada como “gasto”. Na cerimônia de lançamento do programa Acredita, o presidente afirmou que essa visão “inibe” os investimentos federais, que ficam em último plano na preparação do orçamento.

“Aqui no governo federal é muito desagradável porque tudo que você faz é tratado como se fosse gasto. Isso inibe a gente. Porque a gente começa o nosso orçamento pensando o que tem que deixar de reserva para pagar. A última coisa que a gente pensa é em que investir… Vai investir o que sobrar. E, assim, é muito difícil imaginar que a gente vai chegar no lugar que a gente quer com muita rapidez”, disse.

A crítica ocorreu após o lançamento do pacote de medidas que prevê a concessão de crédito aos donos de pequenos negócios e microempreendedores individuais, além da renegociação de dívidas. Para o presidente, o investimento no Acredita é uma forma de ajudar as pessoas que não precisam de grandes quantias de dinheiro, mas não têm a quem recorrer “porque os bancos não foram preparados para receber pobre”.

Segundo o presidente, o programa “não é apenas um novo anúncio de política de crédito”, e sim um “pontapé” para o governo atingir o objetivo de transformar o Brasil de forma definitiva em um país desenvolvido.

“A gente não quer um País de gente muito rica e gente muito pobre. Se possível, a gente quer um País com uma classe média sustentável”, disse Lula. O presidente ainda afirmou que é importante que o País tenha condições de investir 30% do PIB em construção civil e entre 20% e 25% no setor produtivo.

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