Quinta-feira, 18 de Julho de 2024

Home em foco “A democracia venceu”, diz Luís Roberto Barroso ao assumir o comando do Supremo

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Tomou posse como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) o ministro Luís Roberto Barroso na tarde dessa quinta-feira (28). Assume a vice-presidência o ministro Edson Fachin. A grande cerimônia contou com mais de 1.200 convidados em Brasília (DF).

No início da solenidade, Maria Bethânia cantou o Hino Nacional. O convite para sua apresentação foi feito diretamente pelo ministro Barroso, que é conhecido por ser um admirador da cantora baiana.

Após a apresentação, Barroso leu o Termo de Compromisso, enquanto o diretor-geral da Secretaria do Tribunal, Miguel Piazzi, fez a leitura do Termo de Posse.

Em seguida, o documento foi assinado e o novo presidente do STF é oficialmente empossado. Barroso e Rosa trocam de lugares na bancada do plenário.

Barroso sucede à ministra Rosa Weber na presidência da Corte. Ela completa 75 anos na segunda-feira (2), e vai se aposentar compulsoriamente do Supremo.

Discurso

Barroso começou seu discurso de posse fazendo agradecimentos e dizendo que assumiu o cargo de ministro “sem jamais ter qualquer outra intenção que fazer um país maior e melhor, um país justo”.

Em outro momento, afirmou que o tribunal não pode ser baseado em pesquisa de opinião. “Nós sempre estaremos expostos à crítica e insatisfação e isso faz parte da vida democrática”, afirmou.

“A democracia venceu e precisamos trabalhar para pacificar o País”, completou.

O ministro também fez uma defesa enfática da necessidade de maior representatividade de mulheres e indivíduos negros nos cargos de destaque do Judiciário.

Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter declarado que não considerará “critérios de gênero e raça” na escolha da nomeação, há uma pressão, inclusive de apoiadores do governo, para que seja escolhida uma mulher negra.

“Precisamos aumentar a participação de mulheres nos tribunais com critérios de promoção que levem em conta a paridade de gênero e também aplicar a diversidade racial”, disse.

Forças Armadas

O ministro enfatizou seu compromisso com a democracia e fez uma referência ao papel das Forças Armadas no processo eleitoral mais recente.

“Na hora decisiva, as Forças Armadas não sucumbiram ao golpismo. Numa democracia, não há Poderes hegemônicos, garantindo a independência de cada um, presidente Arthur Lira, presidente Rodrigo Pacheco, conviveremos em harmonia, parceiros institucionais que somos pelo bem do Brasil”, declarou.

Barroso terminou o discurso dizendo que é preciso trabalhar pela pacificação no Brasil: “Um país não é feito de nós e eles; somos um só povo”.

Perfil

Barroso está no STF há pouco mais de dez anos, tendo sido indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff. Desde que entrou no Supremo, Barroso foi alvo de vários xingamentos.

Bateu boca diante das câmeras com o colega Gilmar Mendes, a quem chamou de “mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia”, e teve inúmeros confrontos com apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. A frase da “psicopatia” virou meme nas redes sociais e estampa de camiseta.

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