Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 12 de janeiro de 2026
À espera do pagamento do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) há quase dois meses, investidores do Banco Master estão perdendo dinheiro. Isso porque as aplicações foram paralisadas com a liquidação da instituição, em 18 de novembro de 2025, e o valor a ser ressarcido pelo fundo é o que constava como saldo nessa data, sem correção pela inflação ou pela taxa Selic.
Segundo o FGC, o valor que os investidores vão receber inclui os rendimentos da aplicação (correção e juros) até a data de liquidação calculados conforme a contabilização do banco, mas sempre respeitando o limite de R$ 250 mil.
Em novembro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou alta de 0,18% e, em dezembro, de 0,33%. Corrigindo pela inflação desses dois meses, R$ 1.000 seriam R$ 1.005,11. O teto da restituição do FGC de R$ 250 mil, por sua vez, iria para R$ 251.276,48.
Considerando a Selic, atualmente em 15% ao ano (1,17% ao mês), R$ 1.000 virariam R$ 1.020 e R$ 250 mil iriam para R$ 255.009,96 em dois meses.
Levando em conta investimentos mais rentáveis, como eram os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) do Master, uma rentabilidade de 120% do CDI faria R$ 1.000 virarem R$ 1.027,79 e R$ 250 mil, R$ 256.947,61, no mesmo intervalo.
“Se o dinheiro está parado, é um problema. É preciso liberar a lista [de quem tem direito a receber a garantia do FGC] do interventor. Essa demora é atípica. O que está acontecendo com este caso do Master é diferente pelo volume e também pela complicação jurídica”, diz Alexandre Jorge Chaia, professor do Insper.
Quase 60 dias após o BC decretar a liquidação do banco, o pagamento das garantias do FGC depende do liquidante, Eduardo Félix Bianchini. Apenas depois do envio das informações sobre os credores e os valores devidos que o fundo começa o ressarcimento.
O tempo de espera já é o maior desde a liquidação do Banco Rural, ocorrida em 2013. No caso do Rural, o intervalo entre a decretação da liquidação e o início dos pagamentos via FGC foi de três meses e seis dias.
Historicamente, o maior intervalo ocorreu na liquidação do BFI (Banco de Financiamento Internacional), decretada em abril de 1996. Na ocasião, os investidores aguardaram três anos, oito meses e três dias.
Segundo o FGC, uma pendência extrajudicial impediu o pagamento imediato.
A demora do pagamento no caso do Master, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto, se deve à complexidade da liquidação, que envolve o pagamento a 1,6 milhão de credores com direito a uma indenização do FGC de cerca de R$ 41 bilhões.
Este será o maior resgate em termos de volume financeiro da história do fundo, criado em 1995. Até então, o maior desembolso foi o do Bamerindus, em 1997, de cerca de R$ 20 bilhões em valores atuais.
Em relação aos reembolsados, porém, o Bamerindus segue como o maior caso, com 3.913.229 de clientes pagos.
Apesar de as liquidações mais recentes terem um tempo médio de 30 a 40 dias, não há um prazo legal definido para a conclusão dessa etapa. A consolidação e a validação das informações variam de acordo com a complexidade de cada caso e dependem do trabalho do liquidante, o que significa que eventuais atrasos, por si só, não configuram irregularidade.
Porém, quanto maior a demora, mais dinheiro os investidores perdem. Segundo as expectativas de economistas consultados pelo Boletim Focus, por exemplo a inflação de janeiro deve ficar em 0,35%.
Dessa forma, especialistas recomendam que reservas de emergência não sejam alocadas em CDBs de bancos pequenos e médios.
“Dinheiro de reserva, que deve ser de 15% a 20% do patrimônio, tem que poder ser resgatado a qualquer momento, alocado no Tesouro Direto ou em fundos de renda fixa de liquidez diária de bancos de primeira linha”, diz Chaia. Com informações do portal Folha de São Paulo.
Por Redação Rádio Pampa | 12 de janeiro de 2026
À espera do pagamento do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) há quase dois meses, investidores do Banco Master estão perdendo dinheiro. Isso porque as aplicações foram paralisadas com a liquidação da instituição, em 18 de novembro de 2025, e o valor a ser ressarcido pelo fundo é o que constava como saldo nessa data, sem correção pela inflação ou pela taxa Selic.
Segundo o FGC, o valor que os investidores vão receber inclui os rendimentos da aplicação (correção e juros) até a data de liquidação calculados conforme a contabilização do banco, mas sempre respeitando o limite de R$ 250 mil.
Em novembro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou alta de 0,18% e, em dezembro, de 0,33%. Corrigindo pela inflação desses dois meses, R$ 1.000 seriam R$ 1.005,11. O teto da restituição do FGC de R$ 250 mil, por sua vez, iria para R$ 251.276,48.
Considerando a Selic, atualmente em 15% ao ano (1,17% ao mês), R$ 1.000 virariam R$ 1.020 e R$ 250 mil iriam para R$ 255.009,96 em dois meses.
Levando em conta investimentos mais rentáveis, como eram os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) do Master, uma rentabilidade de 120% do CDI faria R$ 1.000 virarem R$ 1.027,79 e R$ 250 mil, R$ 256.947,61, no mesmo intervalo.
“Se o dinheiro está parado, é um problema. É preciso liberar a lista [de quem tem direito a receber a garantia do FGC] do interventor. Essa demora é atípica. O que está acontecendo com este caso do Master é diferente pelo volume e também pela complicação jurídica”, diz Alexandre Jorge Chaia, professor do Insper.
Quase 60 dias após o BC decretar a liquidação do banco, o pagamento das garantias do FGC depende do liquidante, Eduardo Félix Bianchini. Apenas depois do envio das informações sobre os credores e os valores devidos que o fundo começa o ressarcimento.
O tempo de espera já é o maior desde a liquidação do Banco Rural, ocorrida em 2013. No caso do Rural, o intervalo entre a decretação da liquidação e o início dos pagamentos via FGC foi de três meses e seis dias.
Historicamente, o maior intervalo ocorreu na liquidação do BFI (Banco de Financiamento Internacional), decretada em abril de 1996. Na ocasião, os investidores aguardaram três anos, oito meses e três dias.
Segundo o FGC, uma pendência extrajudicial impediu o pagamento imediato.
A demora do pagamento no caso do Master, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto, se deve à complexidade da liquidação, que envolve o pagamento a 1,6 milhão de credores com direito a uma indenização do FGC de cerca de R$ 41 bilhões.
Este será o maior resgate em termos de volume financeiro da história do fundo, criado em 1995. Até então, o maior desembolso foi o do Bamerindus, em 1997, de cerca de R$ 20 bilhões em valores atuais.
Em relação aos reembolsados, porém, o Bamerindus segue como o maior caso, com 3.913.229 de clientes pagos.
Apesar de as liquidações mais recentes terem um tempo médio de 30 a 40 dias, não há um prazo legal definido para a conclusão dessa etapa. A consolidação e a validação das informações variam de acordo com a complexidade de cada caso e dependem do trabalho do liquidante, o que significa que eventuais atrasos, por si só, não configuram irregularidade.
Porém, quanto maior a demora, mais dinheiro os investidores perdem. Segundo as expectativas de economistas consultados pelo Boletim Focus, por exemplo a inflação de janeiro deve ficar em 0,35%.
Dessa forma, especialistas recomendam que reservas de emergência não sejam alocadas em CDBs de bancos pequenos e médios.
“Dinheiro de reserva, que deve ser de 15% a 20% do patrimônio, tem que poder ser resgatado a qualquer momento, alocado no Tesouro Direto ou em fundos de renda fixa de liquidez diária de bancos de primeira linha”, diz Chaia. Com informações do portal Folha de São Paulo.