Domingo, 01 de Março de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 28 de fevereiro de 2026
Líderes mundiais fizeram declarações neste sábado (28) sobre os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, após meses de “planejamento conjunto e minucioso”, segundo o exército israelense.
Nas redes sociais, autoridades demonstraram preocupação com os acontecimentos e muitos rejeitaram a decisão. Como o primeiro-ministro da Espanha, que, mencionou que os ataques “representam uma escalada e contribuem para uma ordem internacional mais incerta e hostil”.
União Europeia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, disseram que os acontecimentos no Irã são “extremamente preocupantes” e apelaram a todas as partes para que exerçam a máxima contenção.
“Em estreita coordenação com os Estados-Membros da UE, tomaremos todas as medidas necessárias para garantir que os cidadãos da UE na região possam contar com o nosso total apoio”, afirmaram os dois líderes em uma declaração conjunta.
“Apelamos a todas as partes para que exerçam a máxima contenção, protejam os civis e respeitem integralmente o direito internacional”, acrescentaram.
Ucrânia
O Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, com o Ministro das Relações Exteriores da Holanda, Tom Berendsen, também reagiram ao ataque em uma coletiva de imprensa.
“O regime iraniano vem abusando e aterrorizando sua região há décadas, financiando militantes que semeiam a instabilidade em outros países e maltratando seu próprio povo. É por isso que sempre estaremos ao lado do povo iraniano, da nação iraniana”, menciona Syhiba.
“Esses muitos anos de violações dos direitos humanos, execuções, perseguições e assassinatos revelam sérios problemas de política interna. E enfatizamos que o regime teve todas as oportunidades para evitar esse cenário de uso da força e lhe foram dadas todas as oportunidades para encontrar soluções diplomáticas”, acrescenta Berendsen.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que era importante que Washington agisse de forma decisiva, mas também que as hostilidades não escalassem para uma guerra mais ampla.
“Sempre que há determinação americana, os criminosos globais enfraquecem”, escreveu nas redes sociais Zelensky, que anteriormente já havia pedido a derrubada do governo iraniano. “Esse entendimento também deve chegar aos russos”, acrescentou.
Teerã é um aliado próximo de Moscou, que está em guerra com a Ucrânia desde 2022. O Irã forneceu à Rússia milhares de drones Shahed de longo alcance, cujos projetos também foram usados para fabricar drones em fábricas russas.
Zelensky disse que Moscou disparou mais de 57.000 drones do tipo Shahed contra a Ucrânia durante a guerra. “É justo dar ao povo iraniano a chance de se livrar de um regime terrorista e garantir a segurança de todas as nações que sofreram com o terror originário do Irã”, escreveu ele, acrescentando que era importante preservar vidas onde fosse possível.
“É importante evitar que a guerra se expanda. É importante que os Estados Unidos estejam agindo de forma decisiva.”
Espanha
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, disse no sábado (28) que rejeita o que chamou de ação militar unilateral dos EUA e de Israel, que, segundo ele, representa uma escalada e contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil.
Em um comunicado publicado no X, Sánchez também afirmou que rejeita as ações do regime iraniano e da Guarda Revolucionária.
“Exigimos uma desescalada imediata e o pleno respeito pelo direito internacional”, acrescentou.
Rússia
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, criticou Donald Trump em um post no X, o antigo Twitter.
“O pacificador está atirando para todo lado de novo. As conversas com o Irã eram só uma fachada. Todo mundo sabia disso. Então, quem tem mais paciência para esperar pelo triste fim do inimigo agora? Os EUA têm apenas 249 anos. O Império Persa foi fundado há mais de 2500 anos. Vamos ver o que acontece em uns 100 anos…”, citou. Com informações do portal CNN.