Sábado, 10 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 9 de janeiro de 2026
Com a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), bloco formado por 27 países, cresce a expectativa de que uma série de produtos importados fique mais barata para os consumidores brasileiros, entre eles queijos, vinhos, azeite e chocolates.
Após a aprovação, o pacto comercial deve ser assinado na próxima semana pelos dois blocos. Embora ainda dependa do aval do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais dos países do Mercosul, a expectativa é de que a redução de tarifas se traduza em alívio nos preços ao consumidor final no Brasil ao longo dos próximos anos.
O tratado é resultado de 26 anos de negociações, iniciadas em 1999, e é considerado histórico por criar uma zona de livre-comércio com mais de 720 milhões de consumidores. Juntas, as economias do Mercosul e da UE somam cerca de US$ 22,3 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB).
Para os países sul-americanos, o acordo representa uma oportunidade de ampliar a demanda externa por produtos da indústria agrícola. Para os europeus, a maior abertura do mercado brasileiro e de seus vizinhos pode impulsionar as exportações da indústria manufatureira.
Azeite, vinho, queijo e chocolates
Veja abaixo alguns exemplos de produtos europeus que tendem a chegar mais baratos ao Brasil após a implementação do acordo, com a redução gradual das tarifas de importação:
• Azeite – atualmente paga tarifa de 10% e passará a ter alíquota zero após redução gradual
• Vinho – hoje paga 35% de tarifa e terá a alíquota zerada de forma gradual
• Outras bebidas (exceto vinho) – atualmente pagam até 35% de tarifa e passarão a ter alíquota zero após redução gradual
• Chocolate – hoje paga 20% de tarifa e terá alíquota zero após redução gradual
• Queijo – atualmente paga 28% de tarifa e passará a pagar zero, dentro de uma cota de 30 mil toneladas
• Leite em pó – hoje paga 28% de tarifa e terá alíquota zero, dentro de uma cota de 10 mil toneladas
• Fórmulas infantis – atualmente pagam 18% de tarifa e passarão a ter alíquota zero, dentro de uma cota de 5 mil toneladas