Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 22 de outubro de 2026

Com mais de R$ 1,4 bilhão em créditos comercializados no Rio Grande do Sul em 2026 e planos de chegar a 37 unidades até 2027, a Ademicon vê no agronegócio uma das principais oportunidades de crescimento em um cenário de crédito mais caro.
O aumento das taxas de juros e a maior seletividade dos bancos na concessão de crédito vêm impulsionando a busca por alternativas de financiamento no Brasil. Nesse ambiente, o consórcio passou a ganhar espaço não apenas na aquisição de bens, mas também como ferramenta de planejamento patrimonial e empresarial.
Aproveitando esse movimento, a Ademicon acelera sua expansão no Rio Grande do Sul. Segundo a diretora regional, Lisandra Casagrande, a companhia chegará a 27 unidades no Estado em 2026 e pretende inaugurar mais 10 lojas até 2027, ampliando sua presença em regiões estratégicas. “O consórcio vem ganhando espaço porque oferece uma alternativa ao crédito tradicional. Ele permite que famílias e empresas planejem investimentos sem a incidência dos juros praticados no mercado”, afirma.
Fundada há 35 anos em Curitiba, a empresa consolidou-se como a maior administradora independente de consórcios do País em créditos ativos. Em 2025, comercializou R$ 47 bilhões em créditos e projeta encerrar 2026 com aproximadamente R$ 70 bilhões. Apenas no primeiro semestre deste ano, o volume movimentado superou R$ 36 bilhões.
Crescimento ganha força no Rio Grande do Sul
O mercado gaúcho tornou-se uma das prioridades da companhia. Entre janeiro e julho de 2026, a Ademicon comercializou mais de R$ 1,4 bilhão em créditos no Estado, crescimento de 71% na comparação com igual período do ano anterior.
A expansão regional é sustentada pela ampliação da rede de lojas e pelo fortalecimento do atendimento consultivo, modelo que busca compreender os objetivos do cliente antes da definição da solução financeira mais adequada.
Atualmente, a empresa mantém quatro operações em Porto Alegre e presença em diversas cidades gaúchas, reforçando a estratégia de proximidade com o consumidor.
Agronegócio se torna prioridade
Se o mercado imobiliário continua sendo um dos pilares da operação, é no agronegócio que a empresa identifica uma das maiores oportunidades de crescimento.
A Ademicon ampliou sua atuação no setor com soluções para aquisição de terras, tratores, implementos agrícolas, sistemas de irrigação, veículos pesados e máquinas voltadas à produção rural. A estratégia acompanha a crescente necessidade de investimentos em tecnologia, produtividade e infraestrutura no campo.
“Nós entendemos que o agronegócio tem uma representatividade muito significativa para o Rio Grande do Sul. Queremos estar próximos desse segmento e oferecer soluções que permitam planejar investimentos e expandir negócios”, destaca Lisandra.
A aposta encontra terreno fértil em um Estado que se destaca nacionalmente na produção de soja, arroz, milho, proteína animal e leite. Para muitos produtores, o consórcio tem se transformado em uma alternativa para investimentos de longo prazo sem os custos associados ao financiamento tradicional.
Planejamento substitui o crédito imediato
Para a executiva, uma das principais mudanças dos últimos anos foi a transformação da percepção do mercado sobre o consórcio. Antes associado quase exclusivamente à compra de imóveis e automóveis, o produto passou a ser utilizado como instrumento de organização financeira e construção patrimonial.
“A nossa proposta é entender a necessidade de cada cliente e oferecer uma solução adequada para a realização dos seus projetos.”
No segmento imobiliário, os créditos partem de cerca de R$ 80 mil e podem ser utilizados para aquisição, construção ou reforma de imóveis. Já no agronegócio, a modalidade atende desde pequenos investimentos até projetos de expansão rural.
Expansão sustentada
Com mais de 320 unidades distribuídas pelo Brasil e operações em Miami e Orlando, nos Estados Unidos, a Ademicon aposta na continuidade da expansão do setor. Em um ambiente de juros elevados, a empresa vê o consórcio deixar de ser apenas uma alternativa ao financiamento para se consolidar como uma ferramenta estratégica de investimento e planejamento financeiro.
Para a companhia, essa mudança de comportamento tende a sustentar o crescimento do mercado nos próximos anos, especialmente em segmentos como o agronegócio, que demandam investimentos constantes e visão de longo prazo. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)