Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026

Home Eleições 2026 Adversários de Lula criticam o reajuste no Bolsa Família às vésperas do 1º turno das eleições

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Após o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva anunciar, nessa quinta-feira (17), o reajuste do Bolsa Família em cerca de 15%, a pouco mais de duas semanas das eleições, alguns de seus principais adversários criticaram a medida. O senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) classificou o reajuste como “ilegal”, enquanto Renan Santos (Missão) afirmou que pretende acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão. O ex-governador de Minas Gerais e candidato do Novo, Romeu Zema, também chamou a medida de eleitoreira.

Durante uma agenda de campanha em Vitória da Conquista (BA), Flávio Bolsonaro afirmou que Lula estaria tentando obter vantagem eleitoral com o reajuste na reta final da disputa. O senador também comparou o poder de compra do benefício ao valor pago durante o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Os R$ 600 não compram mais o que compravam na época do Bolsonaro. Não caia na falsa promessa da picanha, porque Lula está em desespero. Lula acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e proibido durante as eleições. Fez uma coisa que não fez em quatro anos de governo. Faltando 17 dias para a eleição, acha que vai enganar dando reajuste no Bolsa Família. Mas é um desespero porque ele sabe que já perdeu”, afirmou.

Apesar de classificar publicamente o reajuste como ilegal, a campanha de Flávio Bolsonaro decidiu não recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral para contestar a medida. Segundo informações do entorno do candidato, aliados consideram que o momento escolhido pelo governo pode ter impacto eleitoral e classificam o anúncio como “eleitoreiro”. A equipe jurídica, porém, decidiu que não apresentará uma ação contra a medida.

Candidato do Missão, Renan Santos afirmou que Lula estaria “jogando o peso da irresponsabilidade econômica dele no colo de quem trabalha e produz” e declarou que pretende recorrer à Justiça Eleitoral contra o reajuste.

“Eu não vou deixar isso acontecer, ao contrário dos outros candidatos que tem medo de fazer esse enfrentamento porque sabe que é impopular. É crime eleitoral”, afirmou o candidato em comunicado à imprensa.

Romeu Zema, candidato do Novo e ex-governador de Minas Gerais, também classificou o reajuste como eleitoreiro e afirmou que a medida poderá comprometer as contas públicas. Segundo ele, o aumento representará uma despesa adicional de R$ 22 bilhões.

“Esse reajuste do Bolsa Família é uma medida eleitoreira que mostra o desespero de Lula depois de perder a liderança nas pesquisas de segundo turno. Lula age de forma irresponsável, aprofundando a catástrofe nas contas públicas do Brasil e comprometendo mais R$ 22 bilhões para tentar comprar o voto do brasileiro que o PT deixou na pobreza nos últimos 20 anos”, afirmou. (Com informações do jornal O Globo)

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