Sexta-feira, 12 de Junho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 12 de junho de 2026
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) elevou a previsão de reajuste da conta de luz para 2026 de 8% para 8,6%, percentual superior à inflação projetada para este ano pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), estimada em 4,9%.
Apesar da alta prevista, consumidores das regiões Norte e Nordeste, de Mato Grosso e de parte de Minas Gerais e do Espírito Santo deverão receber um alívio nas tarifas. Isso ocorrerá com a utilização de R$ 3,1 bilhões provenientes do encargo de Uso de Bem Público (UBP), recurso pago pelas geradoras de energia à União pela utilização dos rios na geração hidrelétrica.
Em março, na primeira projeção divulgada em 2026, a Aneel estimava um aumento médio de 8% nas tarifas, sem considerar os efeitos da utilização dos recursos do UBP.
No boletim divulgado nesta sexta-feira (12), a agência informou que a destinação desses valores ajudará a reduzir o impacto do reajuste para os consumidores atendidos pelas distribuidoras beneficiadas. Por outro lado, a Aneel destacou o aumento dos custos de geração de energia em razão de um regime de chuvas menos favorável no ciclo hidrológico 2025/2026.
Outro fator que pressiona as tarifas é o crescimento dos subsídios custeados pelos consumidores por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). O orçamento do fundo para 2026 prevê o pagamento de R$ 47,8 bilhões em subsídios, valor 17,7% superior ao registrado em 2025.
Além disso, permanece a possibilidade de cobrança adicional por meio das bandeiras tarifárias. O mecanismo é acionado quando o sistema elétrico precisa recorrer a fontes de geração mais caras, como as usinas termelétricas, para garantir o abastecimento de energia. Nesses casos, há cobrança extra na conta de luz, especialmente durante períodos de estiagem, quando os reservatórios das hidrelétricas operam com níveis mais baixos.