Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 30 de setembro de 2026
As gravações de programas eleitorais, o contato com o eleitorado e as reuniões estratégicas com as equipes de campanha ditaram o ritmo das agendas dos candidatos ao governo do Estado antes do debate na noite dessa terça-feira, em Porto Alegre. Gabriel Souza (MDB) dedicou o dia à produção de conteúdos midiáticos na Capital, finalizando o roteiro no encontro com os concorrentes. Juliana Brizola (PDT) dividiu a data entre entrevistas, a gravação de novos materiais para rádio e televisão e a presença no debate. Luciano Zucco (PL) priorizou agendas internas durante o dia, reservando a noite exclusivamente para o embate televisivo. Com a mesma estratégia, Marcelo Maranata (PSDB) cancelou suas atividades externas e manteve apenas os compromissos fechados até o horário do confronto com os adversários.
Agenda do dia II
Priscila Voigt (UP) priorizou o corpo a corpo com os eleitores, distribuindo material de campanha e conversando com a população nas estações Canoas e Sapucaia, da Trensurb. Rejane de Oliveira (PSTU) concedeu uma entrevista pela manhã e, na sequência, promoveu ações de panfletagem e diálogo nas imediações da estação Petrobras. O candidato Cesar Pontes (PCO) não teve compromissos oficiais divulgados.
Fiscalização hospitalar
O Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremers) realizou ontem (29) uma vistoria conjunta no Hospital de Viamão, na Região Metropolitana, a partir de denúncias recebidas pelo Ministério Público. A fiscalização, que também contou com a participação de outros entes de saúde, apurou queixas envolvendo dificuldades de comunicação com familiares, falhas no controle de infecções e escassez de profissionais no ambulatório de especialidades. Durante a visita técnica, os conselheiros verificaram a adequação da atual escala médica e informaram que a documentação clínica será avaliada para o encaminhamento de eventuais irregularidades aos promotores. A partir das informações coletadas ao longo da inspeção, as autoridades estipularam um prazo de 60 dias para a elaboração de um relatório detalhado sobre as condições de operação da instituição. A direção do hospital acompanhou a fiscalização e destacou a busca por profissionais mais qualificados para aprimorar o atendimento, enquanto os órgãos públicos já projetam um novo encontro para definir prioridades de gestão após a entrega do documento final.
Cultivo sustentável
O Ministério Público do Rio Grande do Sul e o governo gaúcho firmaram nessa terça-feira (29) um acordo para aprimorar a remuneração de orizicultores por meio do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Arroz. A partir da repactuação, o incentivo financeiro deixará de considerar apenas a extensão da área certificada e passará a ser calculado com base na quantidade de emissões de gases de efeito estufa efetivamente evitadas nas lavouras. A nova metodologia de cálculo foi desenvolvida com o suporte técnico da UFRGS e deverá ser oficializada pelo Estado em um edital no prazo de até trinta dias. A medida, que abrange produtores vinculados aos selos Ouro e Prata do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), é fruto de uma ação civil pública conduzida pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente da Capital. Para garantir o acesso aos pagamentos, os produtores também deverão comprovar a validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e regularizar eventuais inconformidades ecológicas nas propriedades.
Socorro rural
No Sul do Estado, a Prefeitura do Rio Grande encaminhou solicitações de recursos emergenciais aos governos estadual e federal para subsidiar a recuperação da agricultura familiar e da pesca artesanal afetadas pelo vendaval do dia 21 de setembro. O apelo financeiro tem como base um laudo técnico elaborado pela Emater-RS, que estimou perdas superiores a R$ 1 milhão na produção agropecuária e na infraestrutura primária da região. De acordo com o levantamento, as rajadas de vento acima de 100 km/h prejudicaram fortemente os cultivos de hortifrúti e a bovinocultura de leite, além de danificarem mais de uma centena de galpões e estufas. Enquanto aguarda o auxílio complementar da União e do Estado, o Executivo municipal atua na mitigação imediata da crise com a distribuição de telhas e geradores por meio da Defesa Civil. (Por Bruno Laux)