Quinta-feira, 23 de Abril de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 19 de abril de 2026
Aliados aumentaram as cobranças ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a formação de palanques nos estados e dizem que articulações que contavam com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro estão ficando pelo caminho. O impasse atinge candidaturas ao Senado, aposta da oposição para a construção de maioria na próxima legislatura.
O ex-presidente participava das negociações mesmo quando estava preso na Polícia Federal e na Papudinha. Contudo, em prisão domiciliar desde o fim de março por decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF), seu convívio está restrito à família e a advogados. O isolamento, justificado por Moraes por causa da saúde de Bolsonaro após uma pneumonia, forçou Flávio a assumir o protagonismo das articulações, elevando a pressão sobre o senador.
Nó evangélico
O foco mais visível de desgaste ocorre em São Paulo. Um acordo firmado por Bolsonaro com o bispo Samuel Ferreira previa apoio político em troca da indicação de um nome da Assembleia de Deus Ministério Madureira ao Senado. A promessa envolvia os deputados Marco Feliciano e Cezinha de Madureira, ambos do PL-SP.
Na prática, o espaço não se consolidou. Feliciano, que já havia sido preterido em 2022 por Marcos Pontes, ficou novamente fora mesmo com a saída de Eduardo Bolsonaro do páreo. A insatisfação explodiu na semana passada, quando Feliciano confrontou Flávio durante um culto na Assembleia de Deus do Belém:
— Quando é que você e sua família passarão a tratar os evangélicos com a reciprocidade que a gente merece, em vez de uma relação de via única? — questionou Feliciano.
Procurado para comentar os impasses, Flávio não se manifestou. Com informações do portal O Globo.