Terça-feira, 23 de Abril de 2024

Home Cláudio Humberto Aliança inédita com STF dá a Lula faca e o queijo

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A decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes, que causou estupefação no Congresso, pode representar uma espécie de “dobradinha” Lula/STF destinada a pavimentar o caminho do presidente eleito. Nessa decisão, o ministro anulou o papel do Poder Legislativo na retirada do Bolsa Família do Teto de Gastos, fixada pela Constituição, e autoriza que despesa ocorra apenas por “crédito extraordinário”. O STF ainda prestou o serviço a Lula de declarar inconstitucional o “orçamento secreto”, uma das queixas do petista durante a campanha eleitoral.

Cereja do bolo
Livrar o vice Geraldo Alckmin de ação penal por recebimento de propina foi a “cereja do bolo” na sequência de decisões camaradas do STF.

Governistas
Parlamentares ligados ao atual governo ironizam o fato de o STF estar “se despedindo” das trincheiras de oposição.

PEC inócua
O STF, com isso, tornou PEC Fura-Teto descartável, dispensando Lula de negociações para arrumar os 308 votos necessários à sua aprovação.

Caiu na Rede
Já são quase duas dezenas de decisões curiosamente obtidas no STF pelo Rede, partido que não tem votos, mas deve ter um baita advogado.

Câmara pode dificultar ‘recomposição orçamentária’
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que é o principal líder do Centrão, fez opção pelo silêncio, como se estudasse o lance do adversário no jogo de xadrez, mas a impressão que se tem no Congresso é de que haverá troco para a decisão do STF emasculando o Poder Legislativo. Para começar, já se fala em esvaziar ou dificultar a todo custo a “recomposição orçamentária” dos 37 ministérios de Lula.

Prontidão no STF
Deputados irão alegar “teto de gastos” para barrar aumento de despesas de Lula. Mal percebem que o STF estará de prontidão para socorrer Lula.

Liberou geral
A PEC Fura-Teto perde sentido para garantir os R$600 do Bolsa Família, mas prevê também R$75 bilhões destinados a emendas parlamentares.

Olho no lance
Está em gestação um drible de última hora na decisão do STF, enfiando um jabuti na PEC Fura-Teto que ressuscite o “orçamento secreto”.

De molho
Simone Tebet (MDB-MS) virou problema para Lula, que não sabe onde encaixar a senadora. Passada a eleição, Lula e Simone ainda não se reuniram presencialmente para definir uma vaguinha para a emedebista.

Todo ouvidos
O entorno de Arthur Lira não esconde o motivo de a PEC Fura-Teto tramitar a jato no Senado: houve muita promessa para senadores, mas empacou na Câmara porque os deputados não foram ouvidos.

Vaga concorrida
Fala-se em Leila Barros (DF) como nome do PDT para ministra. A sigla deve ter uma vaga no rateio ministerial. Ainda nem é oficial e já teve gente se mexendo, como o deputado não reeleito Wolney Queiroz (PE).

Pec encruada
Em mensagens que Arthur Lira trocou com líderes, ontem, aferiu-se que azedou ainda mais a disposição dos deputados para aprovar dois anos de prazo para a PEC Fura-Teto. Insistem em apenas um ano.

Mão na massa
Anunciado para a Fazenda, Fernando Haddad, entrou em campo pela PEC Fura-Teto, missão antes dos deputados José Guimarães (PT-CE) e Reginaldo Lopes (PT-MG). Não quer complicação no Congresso.

Novo líder
O Progressistas marcou para amanhã (21) a escolha do novo líder na Câmara dos Deputados. O PP vai ocupar uma fatia importante da Câmara em 2023. São 47 deputados, a quarta maior bancada da Casa.

Poste no cachorro
Belém teve invasão criminosa de militantes de esquerda extorquindo cestas básicas de um supermercado. O deputado estadual Bordalo (PT-PA) diz que a história está “cheirando muito mal”. Vai pedir investigação.

O paraíso
O presidente eleito Lula pretende que Aloizio Mercadante, ex-ministro de Dilma, comande um banco de fomento, o BNDES, que emprega 2,5 mil pessoas com média salarial de mais de R$31 mil.

Pensando bem…
…pior que o pé, só o governo inchado.

PODER SEM PUDOR
A arte do enfrentamento
Tancredo Neves sustentou nos anos 1980, em palestra a estudantes, que às vezes o enfrentamento é necessário. Contou que era vereador em São João Del Rey, e, atacado por adversário, escreveu uma furiosa carta de três páginas ao desafeto. “Qual foi a reação dele?”, perguntou um rapaz. “Ah, não mandei acarta. No dia seguinte reduzi para uma página.” Um dos ouvintes quis saber mais: “E como ele reagiu?” Tancredo; “Não mandei a carta. Achei melhor transformá-la em bilhete.” Um estudante insistiu: “Ele ficou irritado?” a velha raposa atualizou: “Não mandei o bilhete, optei por um telegrama.” Os garotos já se impacientavam: “E como ele reagiu ao telegrama?” Tancredo concluiu: “Pensei bem e vi que aquilo era bobagem. E joguei no lixo.”

Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos

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