Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 29 de janeiro de 2026
A partir deste domingo, 1º de fevereiro, moradores do Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará e Roraima vão sentir uma mudança importante na conta do telefone fixo. As ligações entre cidades que usam o mesmo código DDD deixarão de ser consideradas chamadas de longa distância e passarão a ser tarifadas como ligações locais.
A mudança ocorre por determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e faz parte de uma reestruturação nacional das chamadas de telefonia fixa. Não há criação de novos DDDs, mas sim a implementação de uma nova regra: cada código DDD passa a corresponder a uma única área local de cobrança.
Até agora, mesmo cidades com o mesmo código de área podiam estar em “áreas locais” diferentes, o que obrigava o usuário a pagar tarifa de longa distância. Com a nova regra, todas as cidades que compartilham o mesmo DDD passam a integrar uma única área local.
Na prática, as chamadas dentro de um mesmo DDD passam a funcionar como já acontece hoje na telefonia móvel.
No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, a mudança passa a valer em 10 de maio de 2026. A partir dessa data, todas as cidades que usam os DDDs 21, 22, 24, 27 e 28 passarão a integrar uma única área local de cobrança, fazendo com que ligações entre municípios desses códigos deixem de ser interurbanas e passem a ter tarifa de chamada local.
Impacto no bolso
O principal efeito da medida é financeiro. Ligações que antes eram cobradas como interurbanas passam a ter custo de chamada local, o que tende a reduzir o valor da conta para quem ainda usa telefone fixo, especialmente em regiões grandes, onde há deslocamento frequente entre municípios.
Segundo a Anatel, no país inteiro o número de áreas locais da telefonia fixa vai cair de 4.118 para apenas 67. Isso significa que milhões de chamadas deixarão de ser classificadas como longa distância.
Além disso, o usuário não precisará mais digitar o código da operadora e o DDD para ligar para outro telefone fixo da mesma área. Basta discar o número normalmente.
A agência informa que, em regra, os números dos usuários não serão alterados. Qualquer mudança só poderá ocorrer em casos específicos e deverá ser justificada pela operadora.
Calendário nacional
A mudança será implantada de forma escalonada até junho de 2026. Os códigos abaixo são os DDDs já existentes, que passam a valer como áreas locais únicas:
• 11 de janeiro – DDDs 71, 73, 74, 75, 77 e 79 (Bahia e Sergipe)
• 1º de fevereiro – DDDs 91, 92, 93, 94, 95, 96, 97, 98 e 99 (Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará e Roraima)
• 22 de fevereiro – DDDs 81, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 88 e 89 (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte)
• 15 de março – DDDs 51, 53, 54 e 55 (Rio Grande do Sul)
• 29 de março – DDDs 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48 e 49 (Paraná e Santa Catarina)
• 19 de abril – DDDs 31, 32, 33, 34, 35, 37 e 38 (Minas Gerais)
• 10 de maio – DDDs 21, 22, 24, 27 e 28 (Rio de Janeiro e Espírito Santo)
• 31 de maio – DDDs 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68 e 69 (Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins)
• 21 de junho – DDDs 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19 (São Paulo)
Regra simplificada
Segundo a agência, a mudança busca simplificar as regras da telefonia, aproximar o funcionamento do telefone fixo ao do celular e aumentar a transparência para o consumidor.
Na prática, é uma adaptação a um cenário em que o uso do telefone fixo vem caindo, mas ainda pesa no orçamento de empresas, órgãos públicos e moradores de regiões onde a internet é instável e o celular nem sempre substitui totalmente o serviço tradicional. (Com informações do Extra)