Segunda-feira, 09 de Março de 2026

Home Bruno Laux ANP garante estoques de diesel no RS; Farsul alerta para desabastecimento

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Estoque suficiente

Em reação às reclamações sobre dificuldades de aquisição de diesel por agricultores gaúchos, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou neste domingo que monitora a situação, mas garante que os estoques do combustível no Rio Grande do Sul são suficientes para o consumo regular. A Petrobras, por sua vez, afirma que as entregas da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) seguem o cronograma planejado, sem qualquer alteração nas operações. Mesmo assim, a agência notificará formalmente as distribuidoras para que prestem esclarecimentos detalhados sobre volumes estocados e eventuais recusas de pedidos. O órgão federal destacou ainda que o Estado produz mais combustível do que consome, não havendo, até o momento, justificativa técnica para o desabastecimento relatado pelos produtores. Por fim, a ANP alertou que investigará, junto a órgãos de defesa do consumidor, possíveis aumentos injustificados de preços praticados na região durante o período de colheita.

Desabastecimento gaúcho

O movimento da ANP ocorre após a Farsul manifestar profunda preocupação com a interrupção no fornecimento de diesel para produtores rurais nos últimos dias. Em nota divulgada no sábado (7), a federação afirma que o problema afeta diretamente os transportadores retalhistas e teria origem em refinarias que suspenderam a distribuição sem aviso prévio. A entidade alerta que o atraso nos trabalhos deixa as lavouras de arroz e soja vulneráveis a perdas climáticas. Diante do impasse, a Farsul acionou seu departamento jurídico e solicitou a intervenção do governo gaúcho junto ao Ministério de Minas e Energia para garantir a normalização do serviço e evitar prejuízos econômicos em cascata.

Agenda realinhada

A CPI dos Pedágios na Assembleia Legislativa reorganizou seu cronograma após a suspensão do leilão do Bloco 2 pelo governo do Estado, inicialmente previsto para o dia 13 de março. O relator Miguel Rossetto (PT) sinalizou que o colegiado aguarda o novo edital, que deve incorporar ajustes técnicos recomendados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Um dos focos da investigação é entender por que o Executivo gaúcho assegurou a viabilidade do projeto em longo depoimento no final de fevereiro, poucos dias antes do recuo oficial do Piratini. Enquanto o Bloco 2 segue em “standby”, segundo Rossetto, a comissão retoma no dia 11 de março as oitivas focadas no Bloco 3, ouvindo o diretor-presidente da concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), Ricardo Peres. O ciclo prossegue no dia 16 com o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella.

Início dos trabalhos

Na Câmara de Porto Alegre, a CPI criada para investigar furtos e receptação de fios, cabos e materiais metálicos escolhe nesta segunda-feira, em sua primeira reunião de trabalho, o vice-presidente e o relator do colegiado. Sob a presidência do vereador Ramiro Rosário (NOVO), a comissão trabalhará ao longo de 120 dias ouvindo representantes de órgãos de segurança, concessionárias, especialistas e demais setores envolvidos no tema. Rosário afirma que o grupo foi criado diante da escalada dos impactos desse tipo de crime para o funcionamento da cidade, citando impactos na rede de distribuição de água, iluminação pública, sinalização de trânsito e estruturas urbanas fundamentais. O vereador destaca ainda os prejuízos financeiros gerados pelos furtos, que, além dos custos de reposição, envolvem a interrupção de serviços e a mobilização de equipes técnicas para restabelecer o funcionamento da infraestrutura urbana.

Cobranças abusivas

A FETAG-RS ingressou com uma ação coletiva na Justiça contra o grupo Cultive Biotec para contestar o que classifica como cobranças abusivas de royalties na produção de soja. A Federação alega que tecnologias com patentes já expiradas e em domínio público continuam sendo taxadas, impondo custos desproporcionais aos agricultores familiares gaúchos. Outro ponto crítico apontado é a falta de transparência nos contratos, que utilizam referências fixas de produtividade que nem sempre condizem com a realidade das lavouras. A entidade também questiona a “multa na moega”, uma taxa de 7,5% sobre a produção que penaliza severamente os produtores, especialmente em períodos de safras frustradas. Para o presidente da FETAG-RS, Eugênio Zanetti, a medida busca restabelecer o equilíbrio econômico no campo e impedir que a inovação tecnológica se transforme em um instrumento de exploração.

* Bruno Laux (@obrunolaux)

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