Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 18 de janeiro de 2026
Morreu na noite desse domingo (18), em Brasília (DF), aos 77 anos, o ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann, que exerceu três mandatos na Câmara dos Deputados. Ele estava internado no hospital DF Star e enfrentava um câncer no pâncreas.
Jungmann chegou a permanecer hospitalizado por um longo período ao longo do tratamento. Recentemente, porém, havia recebido alta e retornado para casa, onde passou a ser acompanhado por uma equipe médica em cuidados paliativos. Neste fim de semana, seu estado de saúde se agravou, o que levou a uma nova internação.
As informações são do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Trajetória política
Participou de forma ativa do movimento Diretas Já, período em que era filiado ao MDB, legenda à qual esteve vinculado entre 1972 e 1994. Com a redemocratização do país, passou a integrar o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, posteriormente, esteve entre os fundadores do Partido Popular Socialista (PPS), sigla à qual permaneceu filiado até março de 2018.
Em 1996, foi nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso para o cargo de ministro extraordinário de Política Fundiária. Já em 1995, havia sido admitido por FHC na Ordem do Mérito Militar, no grau de Comendador especial, sendo promovido, em março de 1999, ao grau de Grande-Oficial. Em novembro daquele mesmo ano, a função que exercia foi oficialmente estruturada como ministério, passando a se chamar Ministério do Desenvolvimento Agrário, pasta que comandou até 2002.
Em 2011, por indicação do senador Aécio Neves, assumiu o posto de conselheiro da Light S.A., empresa controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Mais tarde, por indicação do então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, passou a integrar os conselhos da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) e da Prodam/SP, empresa municipal de tecnologia da informação e comunicação.
Em maio de 2016, Raul Jungmann foi convidado pelo então presidente Michel Temer a assumir o Ministério da Defesa, passando a comandar uma das áreas mais estratégicas da administração federal. À frente da pasta, teve atuação marcada pela interlocução com as Forças Armadas em um período de forte instabilidade política no país.
Meses depois, em outubro daquele mesmo ano, Jungmann teve uma exoneração publicada em edição extra do Diário Oficial da União. A saída, no entanto, durou apenas 24 horas e teve caráter estritamente formal. O objetivo era permitir que ele reassumisse temporariamente o mandato de deputado federal, condição necessária para preservar sua posição como suplente na Câmara dos Deputados. O próprio Ministério da Defesa esclareceu, à época, que a medida atendia às exigências constitucionais e regimentais, evitando a perda da vaga vinculada ao mandato do deputado Mendonça Filho, então ministro da Educação.
Em fevereiro de 2018, ainda no governo Temer, Jungmann voltou ao primeiro escalão, desta vez à frente do recém-criado Ministério da Segurança Pública. A nova pasta passou a concentrar a coordenação de órgãos centrais da área, como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o sistema penitenciário federal e as políticas nacionais de segurança e justiça criminal. Com a mudança de governo, em janeiro de 2019, o ministério foi extinto por meio de medida provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro, que fundiu a estrutura à do Ministério da Justiça, criando o Ministério da Justiça e Segurança Pública, sob o comando do então juiz federal Sergio Moro.
Por Redação Rádio Pampa | 18 de janeiro de 2026
Morreu na noite desse domingo (18), em Brasília (DF), aos 77 anos, o ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann, que exerceu três mandatos na Câmara dos Deputados. Ele estava internado no hospital DF Star e enfrentava um câncer no pâncreas.
Jungmann chegou a permanecer hospitalizado por um longo período ao longo do tratamento. Recentemente, porém, havia recebido alta e retornado para casa, onde passou a ser acompanhado por uma equipe médica em cuidados paliativos. Neste fim de semana, seu estado de saúde se agravou, o que levou a uma nova internação.
As informações são do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Trajetória política
Participou de forma ativa do movimento Diretas Já, período em que era filiado ao MDB, legenda à qual esteve vinculado entre 1972 e 1994. Com a redemocratização do país, passou a integrar o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, posteriormente, esteve entre os fundadores do Partido Popular Socialista (PPS), sigla à qual permaneceu filiado até março de 2018.
Em 1996, foi nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso para o cargo de ministro extraordinário de Política Fundiária. Já em 1995, havia sido admitido por FHC na Ordem do Mérito Militar, no grau de Comendador especial, sendo promovido, em março de 1999, ao grau de Grande-Oficial. Em novembro daquele mesmo ano, a função que exercia foi oficialmente estruturada como ministério, passando a se chamar Ministério do Desenvolvimento Agrário, pasta que comandou até 2002.
Em 2011, por indicação do senador Aécio Neves, assumiu o posto de conselheiro da Light S.A., empresa controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Mais tarde, por indicação do então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, passou a integrar os conselhos da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) e da Prodam/SP, empresa municipal de tecnologia da informação e comunicação.
Em maio de 2016, Raul Jungmann foi convidado pelo então presidente Michel Temer a assumir o Ministério da Defesa, passando a comandar uma das áreas mais estratégicas da administração federal. À frente da pasta, teve atuação marcada pela interlocução com as Forças Armadas em um período de forte instabilidade política no país.
Meses depois, em outubro daquele mesmo ano, Jungmann teve uma exoneração publicada em edição extra do Diário Oficial da União. A saída, no entanto, durou apenas 24 horas e teve caráter estritamente formal. O objetivo era permitir que ele reassumisse temporariamente o mandato de deputado federal, condição necessária para preservar sua posição como suplente na Câmara dos Deputados. O próprio Ministério da Defesa esclareceu, à época, que a medida atendia às exigências constitucionais e regimentais, evitando a perda da vaga vinculada ao mandato do deputado Mendonça Filho, então ministro da Educação.
Em fevereiro de 2018, ainda no governo Temer, Jungmann voltou ao primeiro escalão, desta vez à frente do recém-criado Ministério da Segurança Pública. A nova pasta passou a concentrar a coordenação de órgãos centrais da área, como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o sistema penitenciário federal e as políticas nacionais de segurança e justiça criminal. Com a mudança de governo, em janeiro de 2019, o ministério foi extinto por meio de medida provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro, que fundiu a estrutura à do Ministério da Justiça, criando o Ministério da Justiça e Segurança Pública, sob o comando do então juiz federal Sergio Moro.