Domingo, 15 de Março de 2026

Home Rio Grande do Sul Apenados da Penitenciária de Charqueadas produzem ecobags em produção totalmente artesanal

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O trabalho prisional tem sido cada vez mais estimulado no Rio Grande do Sul e ganhou destaque durante o I Encontro Estadual de Enfrentamento ao Racismo no Sistema Prisional, realizado na última quinta-feira (11), em Porto Alegre. No evento, promovido pela Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), Polícia Penal e Conselho Penitenciário, os participantes receberam ecobags confeccionadas por apenados da Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas (PMEC).

Seis presos participaram da produção, realizada na oficina de costura da unidade. O projeto surgiu de uma demanda do Departamento de Políticas Penais da SSPS, que repassou a proposta ao Departamento de Tratamento Penal da Polícia Penal. Ao todo, foram feitas 250 bolsas, distribuídas entre os inscritos no encontro.

A diretora do Departamento de Políticas Penais, Bruna Becker, explicou que as ecobags foram criadas com base em princípios de sustentabilidade e buscavam integrar a reflexão sobre o enfrentamento ao racismo com a ressocialização dos apenados. Segundo ela, o projeto oferece aprendizado, perspectiva de renda futura e aproxima os presos do debate sobre questões raciais.

Para a chefe da Divisão de Trabalho Prisional, Fernanda Beatriz Dias, a iniciativa foi desafiadora e teve retorno positivo dos internos. “Eles relataram que atividades como essa permitem enxergar novas possibilidades e até imaginar oportunidades de trabalho remunerado fora do sistema prisional”, disse.

Um dos apenados envolvidos na confecção, identificado como Adalberto (nome fictício para proteger o apenado) para preservar sua identidade, afirmou que o projeto teve impacto pessoal. “O trabalho na oficina tem feito uma grande diferença tanto na minha vida quanto na dos colegas presos. Quero sair e trabalhar com tudo que aprendi aqui dentro”, declarou.

A técnica superior penitenciária Maria Eduarda da Silva, responsável pela coordenação da atividade, também promoveu oficinas sobre enfrentamento ao racismo com os participantes. A ação garantiu aos apenados o direito à remição de pena — um dia a menos para cada três de trabalho, conforme a Lei de Execuções Penais.

No estado, a Polícia Penal administra atualmente 114 estabelecimentos prisionais. Em julho, havia 50.226 apenados nos regimes fechado, semiaberto, aberto e provisório, além de monitorados eletronicamente. Desses, 15.054 estavam envolvidos em alguma forma de atividade laboral dentro ou fora das unidades.

Para o delegado da 9ª Delegacia Penitenciária Regional, Ângelo Larger Carneiro, iniciativas como a de Charqueadas são fundamentais. “O trabalho prisional é um dos pilares da Polícia Penal e encaramos como uma das atividades principais no processo de ressocialização”, afirmou.

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O trabalho prisional tem sido cada vez mais estimulado no Rio Grande do Sul e ganhou destaque durante o I Encontro Estadual de Enfrentamento ao Racismo no Sistema Prisional, realizado na última quinta-feira (11), em Porto Alegre. No evento, promovido pela Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), Polícia Penal e Conselho Penitenciário, os participantes receberam ecobags confeccionadas por apenados da Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas (PMEC).

Seis presos participaram da produção, realizada na oficina de costura da unidade. O projeto surgiu de uma demanda do Departamento de Políticas Penais da SSPS, que repassou a proposta ao Departamento de Tratamento Penal da Polícia Penal. Ao todo, foram feitas 250 bolsas, distribuídas entre os inscritos no encontro.

A diretora do Departamento de Políticas Penais, Bruna Becker, explicou que as ecobags foram criadas com base em princípios de sustentabilidade e buscavam integrar a reflexão sobre o enfrentamento ao racismo com a ressocialização dos apenados. Segundo ela, o projeto oferece aprendizado, perspectiva de renda futura e aproxima os presos do debate sobre questões raciais.

Para a chefe da Divisão de Trabalho Prisional, Fernanda Beatriz Dias, a iniciativa foi desafiadora e teve retorno positivo dos internos. “Eles relataram que atividades como essa permitem enxergar novas possibilidades e até imaginar oportunidades de trabalho remunerado fora do sistema prisional”, disse.

Um dos apenados envolvidos na confecção, identificado como Adalberto (nome fictício para proteger o apenado) para preservar sua identidade, afirmou que o projeto teve impacto pessoal. “O trabalho na oficina tem feito uma grande diferença tanto na minha vida quanto na dos colegas presos. Quero sair e trabalhar com tudo que aprendi aqui dentro”, declarou.

A técnica superior penitenciária Maria Eduarda da Silva, responsável pela coordenação da atividade, também promoveu oficinas sobre enfrentamento ao racismo com os participantes. A ação garantiu aos apenados o direito à remição de pena — um dia a menos para cada três de trabalho, conforme a Lei de Execuções Penais.

No estado, a Polícia Penal administra atualmente 114 estabelecimentos prisionais. Em julho, havia 50.226 apenados nos regimes fechado, semiaberto, aberto e provisório, além de monitorados eletronicamente. Desses, 15.054 estavam envolvidos em alguma forma de atividade laboral dentro ou fora das unidades.

Para o delegado da 9ª Delegacia Penitenciária Regional, Ângelo Larger Carneiro, iniciativas como a de Charqueadas são fundamentais. “O trabalho prisional é um dos pilares da Polícia Penal e encaramos como uma das atividades principais no processo de ressocialização”, afirmou.

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