Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026

Home Mundo Após reações, Casa Branca remove vídeo que mostra os Obama como macacos e diz que foi um erro

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Após uma onda de críticas dos dois principais partidos políticos dos Estados Unidos, a Casa Branca removeu um vídeo conspiratório sobre as eleições que retratava o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos. A publicação, feita na noite de quinta-feira (5) na rede Truth Social, gerou ampla reação e foi condenada como racista por democratas e republicanos. A repercussão levou aliados do presidente a pedir a remoção imediata do conteúdo.

“Um membro da equipe da Casa Branca fez a publicação de forma errada. Ela já foi removida”, afirmou um funcionário do governo.

Mais cedo, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, havia minimizado a repercussão negativa e classificado as críticas como “indignação falsa”. Segundo ela, o trecho foi retirado de “um vídeo de meme da internet que retrata o presidente Trump como o Rei da Selva e os democratas como personagens de O Rei Leão”.

O vídeo, com cerca de um minuto de duração, promovia teorias da conspiração sobre a eleição presidencial de 2020 e incluía, por aproximadamente um segundo, imagens em que os rostos de Barack e Michelle Obama eram sobrepostos a corpos de macacos, ao som da música “The Lion Sleeps Tonight”. A gravação fazia parte de uma sequência de postagens do presidente que reiteram alegações falsas de fraude eleitoral. Até as primeiras horas da manhã de sexta-feira, a publicação havia acumulado milhares de curtidas.

Líderes democratas classificaram o conteúdo como racista. O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, escreveu na rede X que Trump é “vil, desequilibrado e maligno” e afirmou que “todo e qualquer republicano deve denunciar imediatamente a repugnante intolerância”. Em outra publicação, chamou o presidente de “doente”. As críticas foram ecoadas pelo gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, que escreveu: “Comportamento asqueroso por parte do presidente. Cada republicano deve denunciá-lo. Agora”.

Ben Rhodes, ex-assessor de segurança nacional e aliado próximo de Obama, também condenou as imagens. Em publicação nas redes sociais, afirmou que “os americanos do futuro vão abraçar os Obama como figuras queridas, enquanto estudarão Trump como uma mancha na história”.

As críticas, no entanto, não se limitaram à oposição. O senador republicano Tim Scott, da Carolina do Sul, aliado de Trump e único senador negro do partido, pediu a remoção do vídeo. “Rezo para que seja falso, porque é a coisa mais racista que já vi sair desta Casa Branca”, escreveu. Scott preside a Comissão Nacional Republicana Senatorial, responsável pela estratégia do partido nas eleições de meio de mandato.

O deputado republicano Mike Lawler, de Nova York, também criticou a postagem. “A publicação do presidente está errada e é incrivelmente ofensiva”, escreveu, defendendo a remoção do conteúdo acompanhada de um pedido de desculpas. O grupo Republicans Against Trump afirmou que “não há limite” para o comportamento do presidente.

Segundo a Casa Branca, o trecho com os Obama foi retirado de um vídeo mais longo produzido por um criador de memes conservador, no qual Trump aparece como um leão e líderes democratas são representados como animais.

A representação de pessoas negras como macacos é um estereótipo racista historicamente usado para desumanizar e justificar violência. Trump tem histórico de declarações depreciativas contra minorias e, desde seu retorno à Presidência, tem intensificado o uso de memes e vídeos, muitos deles produzidos com inteligência artificial, para atacar adversários políticos.

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