Sábado, 17 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 16 de janeiro de 2026
O ex-ministro da Previdência e presidente nacional do PDT Carlos Lupi apresentou queixa-crime contra Carlos Bolsonaro na Justiça do Rio. O motivo é uma post do filho 02 no X (antigo Twitter) no dia 15 de julho.
Na publicação, o vereador teria associado o nome de Lupi à fraude bilionária do INSS, destacando o arquivamento da investigação pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-ministro.
Carlos Lupi quer a condenação Carlos Bolsonaro pelos crimes de calúnia, injúria e difamação. O caso está na 37ª Vara Criminal da Comarca da Capital.
Em setembro, o ex-ministro prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e negou qualquer envolvimento em irregularidades durante sua gestão à frente da pasta. Ele afirmou não ter sido omisso no caso das fraudes e reiterou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tinha conhecimento dos fatos.
Na ocasião, também negou conhecer figuras centrais do esquema, como o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”. Ao ser questionado sobre nomeações na Previdência e no INSS, Lupi reconheceu que indicou alguns nomes ligados às áreas investigadas, como Adroaldo da Cunha Portal, ex-secretário do Regime Geral de Previdência. Mas afirmou que a responsabilidade pelos desvios caberia ao INSS, que, segundo ele, é uma autarquia e, portanto, com autonomia em várias decisões.
“Errar é humano; eu posso ter errado várias vezes. Má-fé eu nunca tive. Acobertar desvios, nunca fiz na minha vida”, declarou na sua introdução.
Lupi esteve à frente do Ministério da Previdência de janeiro de 2023 até maio de 2025, tendo pedido demissão cerca de uma semana após a deflagração da operação da Polícia Federal que apura fraudes, com descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Questionado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sobre quando teve conhecimento do esquema, Lupi afirmou que só entendeu a real dimensão das fraudes após o avanço das investigações da Polícia Federal (PF).
“A gente, infelizmente, não tem o poder da adivinhação. Nunca tivemos capacidade de dimensionar o tamanho ou o volume do que esses criminosos fizeram no INSS. Foi só depois da investigação para valer, da PF”, afirmou.
Ele disse que, até então, as denúncias haviam sido arquivadas por falta de provas, como ocorreu em 2016 e 2020. Indagado se teria comunicado o presidente Lula sobre os indícios, respondeu:
“Em nenhum momento. Eu não tinha informação suficiente para comunicar.” (Com informações do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, e da Agência Senado)