Domingo, 25 de Janeiro de 2026

Home Tecnologia Apple desiste de criar sua pró­pria inteligência artificial e deci­de ali­men­tar a Siri com o Gemini

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A Ap­ple está ofi­ci­al­mente fora da cor­rida das inte­li­gên­cias arti­fi­ci­ais – ao menos, deci­diu não con­cor­rer mais com um modelo pró­prio. Os movi­men­tos mais recen­tes da empresa indi­cam que ela não vai mais lan­çar um grande modelo de lin­gua­gem (LLM, na sigla em inglês) pro­pri­e­tá­rio, mas focar no pro­duto final que a tec­no­lo­gia ali­menta.

“Após uma avaliação cuidadosa, a Apple determinou que a tecnologia de IA do Google oferece a base mais sólida para os Foundation Models (ou Modelos de Fundação da Apple) e está entusiasmada com as novas experiências inovadoras que ela proporcionará aos usuários da Apple”, declararam a fabricante do iPhone e o Google em um comunicado.

As duas empresas destacaram que firmaram um contrato plurianual pelo qual a Apple usará o modelo Gemini do Google e a tecnologia de computação em nuvem para impulsionar os recursos de IA.

A forma exata dessa estra­té­gia ainda é um mis­té­rio. Segundo, Mark Gur­man, jor­na­lista espe­ci­a­li­zado em tec­no­lo­gia da Blo­om­berg, o cami­nho deve ser um assis­tente em for­mato de chat­bot, nos mol­des do Gemini (do Goo­gle) ou do ChatGPT (Ope­nAI). A deci­são sina­liza que a marca da maçã per­cebe que IAs devem se pare­cer mais com com­mo­di­ties no futuro.

Hoje, todo chat­bot vir­tu­al­mente faz a mesma coisa: res­ponde a per­gun­tas, busca infor­ma­ções na web, resume e refina tex­tos, gera ima­gens e ana­lisa docu­men­tos. O dife­ren­cial está cada vez menos no modelo em si, e cada vez mais na expe­ri­ên­cia do usu­á­rio.

O Goo­gle é um bom exem­plo disso. O Gemini apa­rece dilu­ído em dife­ren­tes pro­du­tos: bus­cas no Modo IA, chat­bot dedi­cado no app Gemini e um assis­tente de estu­dos no Note­bo­okLM. Em breve, tam­bém estará pre­sente no iOS, inte­grado à Siri.

Ainda não se sabe por quanto tempo o acordo entre Apple e Goo­gle vai durar. Em teo­ria, a dona do iPhone man­tém o cami­nho aberto para inte­grar outros mode­los gene­ra­ti­vos no futuro, sem mexer no que mais importa a ela: o con­trole sobre seus soft­wa­res e seu ecos­sis­tema.

Usar o Gemini deve cus­tar bilhões à Apple. Mas a empresa apa­ren­te­mente con­cluiu que era melhor ter­cei­ri­zar a tec­no­lo­gia para quem já domina o assunto do que ten­tar rein­ven­tar a roda, cor­rer o risco de ficar preso num pro­jeto ruim – e ainda gas­tar bilhões nisso ou enfren­tar uma crise de rela­ções públi­cas. (As informações são da CNN Brasil e O Estado de S. Paulo)

 

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