Segunda-feira, 05 de Janeiro de 2026

Home Cinema Ariana Grande fez carta sobre Glinda para votantes de premiação

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A atriz e cantora Ariana Grande, 32 anos, escreveu uma carta aos votantes do Critics Choice Awards, divulgada por meio da Universal Studios, para compartilhar o significado de interpretar Glinda na duologia de Wicked. O papel lhe garantiu duas indicações na edição de 2026 da premiação, incluindo Melhor Atriz Coadjuvante. Ariana já havia sido lembrada em 2022 na categoria de Melhor Canção Original por Just Look Up.

O texto, inicialmente publicado em um perfil privado de uma votante, acabou sendo acessado por um fã e divulgado publicamente. Na carta, Ariana descreve Glinda como o maior desafio de sua carreira e o “privilégio de sua vida”. Ela destacou que a personagem exige equilíbrio entre humor e vulnerabilidade, luz e escuridão, além de uma entrega completa tanto na atuação quanto no canto.

Grande revelou que iniciou preparação vocal três meses antes da audição, treinando ópera para transformar sua voz em instrumento narrativo da personagem. Segundo ela, o processo foi intenso e exigiu compreender Glinda como alguém que vive em um sistema que valoriza espetáculo e obediência, mas que carrega um vazio interno disfarçado por humor e performance.

A artista também ressaltou que interpretar Glinda foi uma experiência única, capaz de reunir todas as ferramentas que desenvolveu ao longo da vida. “Ela me fez rir, chorar, dançar, cantar, flutuar, sorrir e desmoronar”, escreveu Ariana, acrescentando que guardará para sempre o aprendizado e a gratidão por esse papel.

Com duas indicações no Critics Choice Awards, Ariana Grande reforça sua versatilidade como atriz e cantora, e coloca sua interpretação em Wicked como um marco de sua trajetória artística.

Leia a carta

Prezados membros do Critics Choice Awards,

Muito obrigada pelo apoio incrível. Interpretar Glinda tem sido o privilégio da minha vida e o papel mais desafiador da minha carreira. Desde o início, fui atraída por ela porque seu propósito é convidar o público a olhar para fora de si mesmo e considerar que nunca é tarde demais para se tornar parte da solução ou um aliado, especialmente em um momento de profunda divisão.

Como atriz, o desafio foi fazer com que esse convite soasse o mais humano possível, e não apenas aspiracional. Grande parte do trabalho foi interpretar aquilo que ela ainda não consegue enxergar, mas que sente, acompanhando lentamente seu caminho até se conectar com o que realmente existe em seu coração. A personagem existe dentro de um sistema que recompensa o espetáculo e a obediência. Eu precisava entender o quão seguro é, para ela, validar esse sistema antes que ele passe a se tornar assustador. Isso exigiu equilibrar sua natureza performática com sua verdade, já que ela precisou se tornar extremamente habilidosa em apresentar algo ao público enquanto sofre silenciosamente por dentro.

Ela começa como uma jovem privilegiada, tão desesperada por aprovação externa que ainda não reconhece o próprio vazio. Tudo aquilo que acredita querer e sonhou em ter é, no fim, raso e corrupto. O trabalho artesanal esteve em permitir que esse vazio existisse sob o humor, sem anunciá-lo nem julgá-lo, mas deixando que aparecesse em momentos de quietude. A parte mais recompensadora do trabalho em um papel como Glinda é encontrar esse equilíbrio, abrir espaço para que tanto sua luz quanto sua escuridão coexistam, e descobrir os momentos em que cada uma delas assume o controle.

Quando sua luz está acesa, a escuridão está logo abaixo da superfície. Quando ela vivencia uma decepção amorosa ou uma perda, usa o humor para encobrir isso. Essa dança foi a minha parte favorita dessa personagem e um desafio deliciosamente complexo, pelo qual sempre serei grata.

É uma oportunidade raríssima interpretar uma personagem que exige o uso de absolutamente todas as ferramentas disponíveis na caixa. Uma parte significativa desse papel envolveu equilibrar o canto ao vivo com a atuação dramática, tratando a voz como uma extensão da psicologia de Glinda. Busquei deixar que a intenção e a vulnerabilidade da personagem moldassem o som, usando a voz como mais um instrumento de narrativa.

Para que isso fosse possível, comecei a treinar três meses antes da minha audição, para conseguir cantar de forma operística e apagar toda a familiaridade que eu tinha com a minha voz habitual de cantantar de forma operística e apagar toda a familiaridade que eu tinha com a minha voz habitual de canto. Essa preparação fez com que eu nem precisasse pensar no canto ou na voz de Glinda, porque ela já estava ali. Isso tornou possível estar presente no corpo dela e simplesmente conseguir ouvir… e responder.

Todas as aulas que fiz, tudo o que pratiquei, tornou-se útil neste único e singular papel. Acredito que muitas das experiências da minha vida me prepararam para ela, e que sua natureza cômica e sua voz aguda não têm nada a ver com o motivo pelo qual era meu destino interpretá-la. Gosto de pensar que também é por causa de sua força.

Ela me fez rir, chorar, dançar, cantar, flutuar, sorrir e desmoronar. Não sei se algum dia voltarei a interpretar uma personagem que contenha tantas multiplicidades, e vou guardar essa experiência e esse desafio pelo resto da minha vida. Faria tudo de novo amanhã, se pudesse.

Obrigada por dedicarem seu tempo para assistir a este filme do qual eu, e todos nós, temos um orgulho imenso.

Desejo a vocês um Feliz Ano Novo!

Atenciosamente,
Ariana Grande

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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