Quarta-feira, 18 de Março de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 17 de março de 2026
Piso indefinido
Enquanto professores articulados pelo CPERS Sindicato protestavam em frente à Assembleia Legislativa pela extensão do reajuste salarial do magistério para toda a categoria, o Parlamento gaúcho adiou nessa terça-feira (17), por falta de quórum, o projeto que prevê a revisão do piso do setor. Diante da ausência de lideranças de diferentes siglas no Palácio Farroupilha, a reunião de líderes não contou com parlamentares suficientes para definir a Ordem do Dia, deixando a análise das propostas prontas para votação em plenário para a próxima semana. A matéria em tramitação prevê um reajuste de 5,4% no subsídio do magistério estadual, em alinhamento à portaria do governo federal. Na segunda-feira, representantes do CPERS reuniram-se com a Casa Civil do governo estadual para pressionar pelo reajuste linear do piso, destacando que muitos segmentos do meio escolar já acumulam perdas salariais de mais de 70%.
Marco do Turismo
Aprovada por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça, segue para votação no plenário da Assembleia Legislativa a Proposta de Emenda à Constituição que institui o Marco Legal do Turismo Gaúcho. Articulada pelo deputado Guilherme Pasin (PP), a medida torna políticas permanentes de Estado o turismo, a cultura e o esporte, viabilizando maior previsibilidade orçamentária, segurança jurídica e incentivo a novos investimentos. O texto assegura status constitucional ao Fundo de Desenvolvimento do Turismo (FUNDETUR), com dotação anual estimada em R$ 250 milhões para ações de infraestrutura, promoção e inovação nos destinos locais. A iniciativa também autoriza a criação de Distritos e Estâncias Turísticas com o objetivo de elevar a participação do setor no PIB gaúcho, que hoje representa 4,5%. No plenário, a PEC será votada em dois turnos, com a necessidade mínima de 33 votos favoráveis em cada etapa para avançar no Parlamento.
Pesquisa eleitoral
O deputado Luciano Zucco (PL) lidera a disputa pelo governo do Estado com 31% das intenções de voto, segundo pesquisa divulgada ontem (17) pelo instituto Real Time Big Data. No primeiro turno, Juliana Brizola (PDT) aparece em segundo lugar com 24%, seguida por Edegar Pretto (PT) com 19% e o vice-governador Gabriel Souza (MDB) com 13%. O levantamento também testou um eventual segundo turno, onde Zucco mantém a dianteira com 40% contra 37% de Brizola, configurando um cenário de empate técnico no limite da margem de erro. Candidatos como Covatti Filho (PP) e Marcelo Maranata (PSDB) somam 3% e 1%, respectivamente, enquanto brancos, nulos e indecisos totalizam 9%. A amostragem ouviu 1.500 eleitores gaúchos entre os dias 14 e 16 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. (Registro TSE: RS-02550/2026)
Defesa e Negócios
O Comitê da Indústria de Defesa e Segurança da FIERGS debateu nessa terça-feira a integração do setor produtivo gaúcho às demandas estratégicas das Forças Armadas e da segurança pública. O contra-almirante Rodrigo Mynssen Fonseca dos Santos destacou a robustez da base industrial do Rio Grande do Sul, especialmente de empresas que operam com tecnologias de uso civil e militar. Como resultado do encontro, foi anunciada a criação da plataforma Defesa Mob, que deve ser lançada em 2026 para mapear as capacidades produtivas locais e conectá-las ao sistema de mobilização nacional. A reunião também abriu espaço para as necessidades das forças de segurança estaduais, com a participação do comando da Brigada Militar na Serra detalhando demandas por produtos industriais. Dados da Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS validaram o cenário promissor, apontando oportunidades reais de expansão para os negócios no segmento de defesa e segurança.
Citricultura gaúcha
O deputado estadual Elton Weber (PSB) acompanhou ontem (17) lideranças da Câmara Regional de Citricultura do Vale do Caí em reunião com o secretário da Agricultura, Edvilson Brum, para tratar das exigências da Portaria 1.326/2025 do Ministério da Agricultura. A matéria estabelece novas regras para a produção de mudas cítricas, incluindo a obrigação do uso de telas antiafídicas nos viveiros para prevenir a entrada do Greening. Embora o Rio Grande do Sul seja área livre da praga, a norma federal estabelece o prazo limite de adaptação para julho de 2027, cronograma considerado curto pelo setor. Os produtores reivindicam que o período de transição seja ampliado para cinco anos, visando garantir a viabilidade financeira de pequenos e médios citricultores da região. Enquanto presidente da Frente Parlamentar da Fruticultura, Weber comprometeu-se a intermediar o pleito junto ao governo federal para buscar a prorrogação do prazo.
* Bruno Laux (@obrunolaux)