Sexta-feira, 09 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 8 de janeiro de 2026
Com mais de quatro décadas de carreira, a apresentadora Astrid Fontenelle, de 64 anos, revelou situações marcantes de machismo que enfrentou ao longo de sua trajetória. Em entrevista à Quem, ela contou que no início da profissão pouco se falava sobre o tema e que só percebeu a dimensão dessas questões ao ser desrespeitada por um chefe.
Astrid relembrou sua passagem pelo programa Imprensa na TV, em uma redação composta apenas por homens. “Sou de um tempo em que a gente nem sabia o que era machismo. A gente era atropelada. Mas teve um episódio definitivo: um diretor me chamou de burra no ponto eletrônico”, disse.
Na ocasião, ela reagiu imediatamente: “Naquele dia eu falei: ‘Ninguém vai falar assim comigo’. Tirei o ponto do ouvido, continuei a entrevista e, ao final, entreguei o equipamento na mão dele. Ali percebi o ambiente tóxico em que trabalhávamos”.
Reconhecida por pautar debates feministas em programas como o Saia Justa, Astrid destacou que, mesmo após tantos avanços, ainda há situações de desrespeito. Ela relatou um episódio recente de assédio enquanto gravava no aeroporto para o programa Partidas e Chegadas:
“Um cara passou a mão em mim. Fiquei sem ação! Eu, que tenho 12 anos de Saia Justa falando sobre isso, não reagi e fiquei brava comigo depois. Melhorou muito, mas ainda passa muita coisa. Temos que seguir atentas e protetoras umas das outras”.
Após o fim de seu contrato com o GNT, Astrid disse estar animada para novos desafios. “Às vezes, quando a gente toma um pé na bunda do patrão, pode ser a oportunidade que faltava para sair da zona de conforto. Este é o meu caso. Estou cheia de vontade para 2026. Lamento pelo conteúdo que eu tinha e gostava, como o Admiráveis Conselheiras e o Chegadas e Partidas. Mas bora criar outros”, afirmou.