Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 29 de janeiro de 2026
Sabe-se agora que ao atacar os “defensores” do banqueiro Daniel Vorcaro, Lula (PT) tentava se afastar do Master e desfazer a impressão geral, detectada em pesquisa interna, de que tudo não passava de mais um escândalo do seu governo. É que ele estava informado ser iminente o vazamento da sua reunião fora da agenda com Vorcaro, de 1h30 de duração. Para escalar a posição de Lula, assessores apontaram, em off, que o alvo seria Dias Toffoli, com quem o petista teria contas a ajustar.
Salvo pela Casa
Depois, Lula deixou vazar sua “irritação” e que gostaria de Toffoli “fora do STF”. A desestabilização seria contida pelo apoio de colegas ao ministro.
Votos imperdoáveis
Lula é do tipo que não esquece, e não perdoa os votos de Toffoli nos julgamentos do Mensalão e da Lava Jato contra ele e demais implicados.
Sem reaproximar
Ao assumir seu terceiro mandando, diziam no Planalto que Lula recusava qualquer reaproximação com Toffoli, que ele próprio indicou para o STF.
Ele não esquece
Pouco adiantaram as decisões de Toffoli que sacramentaram o fim da Lava Jato. Afina, Lula não esquece. Ama guardar rancor.
No PSD, Caiado deve repetir problema do União
A saída de Ronaldo Caiado (GO) do União Brasil faz jus ao apelido dado ao partido, inclusive na sigla, de “Desunião Brasil”, e o governador goiano deve enfrentar no PSD a mesma falta de apoio que encontrou na antiga casa. Caiado precisa, primeiro, desbancar os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Junior, do Paraná, e ser ungido a candidato. A partir daí, o problema passa a ser o apoio dos diretórios, onde há casos de longevas parcerias com o PT de Lula.
Flávio na melhor
Maior colégio eleitoral do País, o PSD de São Paulo flerta com Flávio Bolsonaro (PL) e eventual apoio deve sair “envergonhado”.
Deu Lula
Rio de Janeiro e Minas Gerais o partido deve pedir votos para Lula. O mesmo na Bahia, onde o PT até indicou nome do PSD para o TCE-BA.
Nordeste resiste
O PSD de Sergipe, Ceará e Piauí também prefere se alinhar a Lula ou um nome mais moderado, como o de Ratinho Jr.
Cronômetro
A novela sobre quem do PSD vai disputar a Presidência da República deve ter fim até abril. Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr concordam que tudo deve estar resolvido até a desincompatibilização.
Como Pilatos
Gilberto Kassab, presidente do PSD, não vai entrar em bola dividida com lideranças estaduais para obrigar apoio a qualquer um dos lados. Como é até característica do partido, Kassab deve lavar as mãos e liberar geral.
Tudo em paz
O almoço de ontem (28) de Carlos Bolsonaro (PL) foi com o governador Tarcísio de Freitas (Rep), em São Paulo. O próprio filho de Jair Bolsonaro publicizou o encontro, afastando “brigas” plantadas na imprensa.
Ato convocado
Está marcada para amanhã (30) manifestação contra o Banco Master e figurões com estranhíssimas ligações ao banqueiro Daniel Vorcaro. O ato, puxado pelo MBL, será na sede do banco, em São Paulo.
Se a moda pega
Em viagem pelo Japão, o senador Sérgio Moro (União-PR) comparou o “STF japonês” com o tupiniquim e lembrou que por lá os ministros são submetidos a avaliação pública, “aqui, a corrupção não é tolerada”.
Descontrole
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle externo da magistratura, arquivou representação para investigar alegações contra o ministro do STF Dias Toffoli. Seu autor, do deputado Sanderson (PL-RS), ficou perplexo: “os ministros do STF continuarão descontrolados?”
Rara defesa
Em artigo que repercutiu entre ministros do STF, o ex-senador Demóstenes Torres sustenta que Dias Toffoli “salva a investigação do Master, o oposto de Moro na Lava Jato”, evitando nulidades.
Autocontenção
O jurista Miguel Reale Jr afirmou ontem ao canal BandNews TV, que é honroso integrar o Supremo Tribunal Federal (STF), “mas essa honra precisa ser compensada com contenção”.
Pensando bem…
…golpe do Master tem 13 letras.
PODER SEM PUDOR
Improviso só escrito
O governo Itamar Franco vivia uma crise com o Legislativo e Judiciário, por causa do reajuste salarial com base na URV, quando o presidente decidiu que seu ministro da Justiça, Maurício Corrêa, faria um pronunciamento em rede de rádio e tevê, usando um texto que já estava pronto. Corrêa ponderou que preferia falar de improviso. E ainda fez um gracejo: “Se eu falar alguma besteira, o senhor me demite…” Itamar reagiu, encerrando o assunto: “Você eu posso demitir, mas a sua besteira seria indemissível!”
(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)
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