Domingo, 07 de Agosto de 2022

Home Carlos Roberto Schwartsmann Até na pandemia a clínica foi soberana!

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O ditado “a Clínica é Soberana” vive dentro da alma dos antigos médicos que aprenderam pela experiência que ele será eterno, perene!

A fantástica evolução tecnológica dos dias de hoje, permitiu o desenvolvimento de exames complementares, laboratoriais, de imagem, de alta precisão (Ressonância, tomografia, cintilografia etc.)

A sofisticação e o fascínio induziram o paciente a confiar mais no resultado dos exames e não mais no médico. Esquecemos que qualquer exame deve estar relacionado a anamnese e ao exame clínico: Pedras fundamentais do diagnóstico.

A análise matemática, de qualquer exame, pode induzir a uma distorcida interpretação ou engano. É fundamental correlacionar o resultado do exame com a suspeita diagnóstica.

É comum, abaixo do laudo, a advertência de que, aqueles dados devem ser correlacionados com a clínica do paciente.

A pandemia nos ensinou muitas coisas:

— Como somos vulneráveis! Como podemos ser dirigidos como manadas! Como nossas crenças podem ser tão diferentes!

— Regras completamente distorcidas de razão ou lógica foram instituídas:

— Vias de acesso foram bloqueadas, rodovias interrompidas, lojas fechadas mas supermercados abertos!

— Não podíamos ir a praça ou a praia.

— Não podíamos tomar banho de sol, nem mesmo surfar.

— Eu quero me vacinar! Eu não quero me vacinar!

— Eu quero usar máscara! Eu não quero usar máscara!

— Para circular no restaurante era necessário usar mascara, mas não era necessário se estávamos sentados, comendo.

— Distanciamento humano, familiar e afetivo foi imposto em todo mundo por comissões político-médicas.

— Mas o que isso tem que haver com a soberania da clínica?!

—A covid-19 já dura dois anos e já matou seis milhões de pessoas.

— No início, o paciente era considerado curado da virose após quarentena de duas a três semanas, mas com novo teste negativo.

— Com o passar do tempo aceitamos o afastamento de 10 dias.

— E, finalmente, decidimos que o paciente poderia voltar ao convívio social após 5-7 dias, se não tivesse sintomas: febre, tosse, coriza ou dor de garganta.

Os matemáticos testes, que no início confirmavam a doença e indicavam a quarentena, foram perdendo o prestigio, principalmente porque registravam muitos falsos positivos ou negativos.

Os maravilhosos testes se tornaram inconfiáveis!

No combate à doença nos restou a eterna orientação clínica. Na falta de sintomas, independente de exames, o indivíduo poderia voltar ao convívio social! Viva a clínica, ela será eternamente soberana!

Carlos Roberto Schwartsmann – Médico e Professor universitário

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