Domingo, 25 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 24 de janeiro de 2026
A atriz Karla Sofía Gáscon, de 53 anos, fez um pronunciamento sobre o Brasil, em meio à polêmica envolvendo o diretor Oliver Laxe, responsável pelo longa “Sirât”.
A controvérsia começou quando Laxe, em entrevista, afirmou que os brasileiros seriam “ultranacionalistas” e que, devido a esse suposto patriotismo, votariam até em um “sapato” no Oscar. “Há muitos brasileiros na Academia, e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acho que se os brasileiros submetessem um sapato ao Oscar, todos votariam nele”, declarou.
A repercussão nas redes sociais fez com que o nome de Gáscon voltasse a ser lembrado. Neste sábado (24), ela publicou uma imagem de um chinelo verde e amarelo, acompanhado da música “Idiota”, de Jão. “Me encantam as Havaianas. Não me comparem, nenhum sapato é mais confortável”, escreveu sobre a foto. Embora não tenha mencionado diretamente o cineasta, a mensagem foi interpretada como uma possível referência.
Porém, nas “solas do sapato”, Gáscon fez um desabafo mais profundo sobre estar “cansada de invenções” acerca de declarações que supostamente teria feito. “Parem de me usar para justificar seus fins obscuros, para ganhar audiência ou somar visualizações”, escreveu, pedindo que parassem de lhe atribuir falas que ela nunca disse. “Da minha boca, jamais ouviram uma única palavra das que me atribuem. E, se estão tão seguros, tratem de provar perante a justiça”, completou.
“Sempre defendi o povo mexicano. Amo o Brasil, amo as pessoas morenas”, acrescentou. Ela pediu que menos ódios e nas redes sociais e que os internautas pensem e tenham critérios por si próprios.
Entenda a polêmica envolvendo Karla Sofía Gascón
A polêmica com a atriz surgiu após a jornalista Sarah Hagi compartilhar prints de antigas publicações de Gascón nas redes sociais, nas quais ela critica a cultura muçulmana, o caso de George Floyd e o próprio Oscar.
Em entrevista para Juan Carlos Arciniegas da CNN, Gascón – que fez história ao ser a primeira pessoa abertamente trans a ser indicada para um Oscar em uma categoria de atuação, ofereceu mais uma vez “as mais sinceras desculpas a todas as pessoas que possam ter se sentido ofendidas“
Gascón, que desativou seu perfil no X, antigo Twitter, após a polêmica, se desculpou nesta semana pelas postagens. “Eu quero abordar o assunto das minhas antigas e danosas publicações nas redes sociais”, disse a atriz em comunicado enviado para a CNN. “Como integrante de uma comunidade marginalizada, eu conheço esse sofrimento bem demais e me arrependo profundamente de ter causado dor. Por toda a minha vida eu lutei por um mundo melhor. Eu acredito que a luz sempre prevalecerá contra a escuridão.”
Em uma dessas publicações, originalmente escrita em espanhol, Gascón comentou o caso de George Floyd, que morreu em 2020 após abordagem da polícia em Minneapolis. “Eu realmente acredito que poucos se importaram com George Floyd, um golpista viciado em drogas”, escreveu ela na época.
A atriz também criticou a cerimônia do Oscar de 2021, que ocorreu durante a pandemia da Covid-19. “Os #Oscars estão cada vez mais parecendo uma cerimônia de premiação de cinema independente e vingativa, eu não sabia se estava assistindo a um festival afro-coreano, uma manifestação do Black Lives Matter ou ao 8 de Março”, escreveu na época da premiação. A atriz também foi removida do material promocional de “Emilia Pérez” para o Oscar.