Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026

Home Brasil Boletim Focus aponta queda da inflação brasileira em 2026 e mostra alta da Selic em 2028

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As projeções do mercado para a inflação em 2026 recuaram pela segunda semana consecutiva, segundo o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (19). A estimativa para o IPCA no ano passou de 4,05% para 4,02%, enquanto a mediana da taxa Selic subiu de 9,88% para 10,00%.

Inflação

Para 2027, a expectativa segue estável em 3,80% há 11 semanas. Em 2028, o mercado mantém a estimativa de inflação em 3,50% também há 11 semanas, enquanto para 2029 a projeção permanece em 3,50%, estável há 20 semanas.

No caso do IGP-M, a estimativa para 2026 ficou em 3,92%, estável pela segunda semana consecutiva após leve ajuste recente. Para 2027, a projeção segue em 4,00% há 53 semanas. Em 2028, o índice continua estimado em 3,85%, sem mudanças há sete semanas, e em 2029 a expectativa é de 3,70%.

Os preços administrados mostram inflação projetada de 3,75% em 2026. Para 2027, a mediana está em 3,71%, estável há duas semanas. Em 2028, a projeção permanece em 3,50% há oito semanas, enquanto para 2029 o mercado segue estimando alta de 3,50%, sem alterações há 27 semanas.

PIB

A expectativa para o crescimento do PIB em 2026 segue em 1,80%, estável há seis semanas. Para 2027, a projeção também ficou em 1,80%, sem mudanças há três semanas. Em 2028, o mercado mantém a estimativa de expansão de 2,00% há 97 semanas. Para 2029, a projeção segue igualmente em 2,00%, estável há 44 semanas.

Câmbio

No câmbio, a projeção para o dólar em 2026 permanece em R$ 5,50, sem alterações há 14 semanas. Para 2027, a expectativa também segue em R$ 5,50, estável há 12 semanas. Em 2028, a estimativa subiu para R$ 5,52 e acumula três semanas consecutivas nesse nível. Já para 2029, o dólar está projetado em R$ 5,57.

Selic

A taxa Selic projetada para 2026 segue em 12,25% ao ano, estável há quatro semanas. Para 2027, a expectativa continua em 10,50%, sem mudanças há 49 semanas. Em 2028, houve nova revisão para cima, com a mediana subindo de 9,88% para 10,00%, acumulando duas semanas consecutivas de alta. Para 2029, a projeção permanece em 9,50%, estável há 12 semanas, indicando a percepção de juros ainda elevados no horizonte mais longo.

Os problemas do Boletim Focus

Apesar do cenário relativamente benigno para inflação e juros, especialistas voltam a questionar o viés das projeções do mercado. O professor Rafael Viegas, da FGV, destaca que, nos últimos anos, o Focus tem subestimado o crescimento, exagerado riscos fiscais e superestimado pressões inflacionárias, frequentemente errando contra o desempenho real da economia.

Segundo ele, esse padrão não é neutro: contribui para sustentar narrativas de austeridade permanente, juros altos e desconfiança em relação à política econômica do governo Lula, mesmo quando os dados oficiais mostram resultados melhores do que o esperado.

Com inflação na meta, juros em trajetória de queda e crescimento estável, o Boletim Focus de janeiro reforça um paradoxo recorrente: o mercado reconhece a melhora dos fundamentos, mas mantém um discurso excessivamente prudente — que influencia o debate público e a condução da política econômica no país. Com informações do portal Infomoney.

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