Segunda-feira, 06 de Abril de 2026

Home Economia Bolsa brasileira: estrangeiros injetam 53 bilhões de reais no primeiro trimestre

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O fluxo de capital estrangeiro na B3, a Bolsa brasileira, encerrou o primeiro trimestre de 2026 no campo positivo, mesmo diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. Até março, investidores internacionais aportaram R$ 53,37 bilhões no mercado acionário brasileiro, o melhor resultado para o período desde 2022, quando o ingresso somou R$ 65,3 bilhões nos três primeiros meses do ano.

Naquele ano, o movimento foi impulsionado principalmente pela valorização das commodities, em meio à Guerra da Ucrânia, além do diferencial de juros. O Brasil praticava taxas significativamente mais elevadas do que economias desenvolvidas, o que abriu espaço para operações de arbitragem e atraiu capital estrangeiro em busca de maior rentabilidade.

Em 2026, embora o cenário global também seja marcado por tensões geopolíticas, os fatores que sustentam a entrada de recursos são distintos. Analistas apontam que parte relevante das ações que compõem o Ibovespa apresenta preços considerados atrativos quando comparados a papéis de mercados desenvolvidos, como os Estados Unidos, e até mesmo frente à média de outras bolsas de países emergentes.

Outro elemento que contribui para o fluxo positivo é o início do ciclo de queda da taxa Selic, iniciado em março, o que tende a favorecer a migração de recursos da renda fixa para a renda variável. Além disso, a proximidade da disputa presidencial no Brasil adiciona um componente de expectativa aos investidores, que passam a ajustar suas posições diante de possíveis mudanças no cenário econômico e político.

Considerando apenas o mês de março, a entrada líquida de capital estrangeiro somou R$ 11,66 bilhões, resultado de compras acumuladas de R$ 512,8 bilhões e vendas de R$ 501,14 bilhões. No último dia do mês, 31 de março, houve ingresso de R$ 2,18 bilhões por parte desses investidores.

Na mesma sessão, o Ibovespa registrou forte valorização de 2,71%, encerrando aos 187.461,84 pontos. O giro financeiro totalizou R$ 37,9 bilhões, refletindo o aumento da atividade no mercado e o maior apetite por risco, mesmo em um ambiente externo ainda marcado por volatilidade.

Apesar do desempenho positivo no trimestre, especialistas avaliam que a continuidade desse fluxo dependerá de fatores como a trajetória dos juros globais, a evolução do cenário fiscal brasileiro e o desfecho das tensões internacionais. A manutenção do interesse estrangeiro também tende a ser influenciada pelo ritmo de crescimento da economia doméstica e pela previsibilidade das políticas econômicas ao longo do ano.

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