Sábado, 14 de Março de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 13 de março de 2026
O Ibovespa acompanhou a piora do humor dos investidores no exterior e as mudanças nas precificações de corte nos juros nos Estados Unidos e no Brasil, em meio a disparada dos preços do petróleo. Nessa sexta-feira (13), o principal índice da Bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 0,95%.
Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,3163, com alta de 1,41%, no maior patamar desde janeiro. Na semana, o dólar teve valorização de 1,38% sobre o real.
Por aqui, os investidores ainda repercutiram o pacote de medidas do governo para conter os preços dos combustíveis, anunciado no dia anterior. A Petrobras anunciou um reajuste de 11,6% no preço do litro do diesel para as refinarias – o que, nas contas do BCG Liquidez, cancelou o efeito baixista das medidas do governo no IPCA.
Os mercado também ajustou as apostas sobre a trajetória da taxa de juros brasileira, em meio a escalada das tensões geopolíticas e possíveis impactos nos preços de energia.
Tanto as Opções do Copom da B3 quanto a curva a termo precificam, majoritariamente, um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de 15% para 14,75% ao ano, na próxima semana.
Antes da guerra no Irã, a aposta majoritária era de redução inicial de 0,50 ponto percentual.
As pesquisas eleitorais também continuaram no radar. Ainda na seara política, a Reuters noticiou que Fernando Haddad lançará a candidatura para o governo de São Paulo na próxima quinta-feira (19).
Altas e quedas
Em dia de forte aversão a risco, as ações cíclicas lideraram a ponta negativa do Ibovespa, com a abertura da curva de juros. A Vivara figurou entre as maiores perdas do pregão, acompanhada de Braskem, CSN ainda em reação aos balanços trimestrais e recentes notícias das companhias.
Em destaque, as ações da Petrobras, um dos pesos-pesados do Ibovespa, também encerraram em tom negativo após o aumento nos preços do diesel. PETR3 fechou com queda de 0,10%, a R$ 49,60; PETR4 terminou o dia com perda de 0,53%, a R$ 44,76.
Apesar do reajuste, os analistas consideram que os preços praticados pela estatal seguem defasados na comparação a paridade de importação (PPI).
Segundo a Abicom, para alinhar totalmente os preços domésticos às referências internacionais, a Petrobras precisaria elevar o diesel em R$ 2,34 por litro, após mais de 300 dias sem reajustes. No caso da gasolina, a defasagem é de 43%, o que implicaria um aumento de R$ 1,10 por litro.
A expectativa, no entanto, é de que a estatal não repasse integralmente a volatilidade externa ao consumidor. Medidas anunciadas pelo governo nesta semana deram algum alívio à companhia, que já confirmou adesão ao programa de subvenção ao diesel. (Com informações do portal InfoMoney)