Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026

Home Economia Bolsa brasileira supera os 184 mil pontos e tem oitavo recorde do ano; dólar fecha em R$ 5,20

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O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou nesta quarta-feira (28) o oitavo recorde do ano ao encerrar o pregão em alta de 1,52%, aos 184.691 pontos. Durante a sessão, o índice chegou a tocar a máxima histórica de 185.065 pontos. O dólar comercial terminou o dia praticamente estável, cotado a R$ 5,2055.

O desempenho dos mercados foi influenciado pela chamada “Superquarta”, marcada pelas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central confirmou, após o fechamento do mercado, a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, em linha com a expectativa majoritária dos investidores.

Em comunicado, o BC voltou a adotar um tom cauteloso e evitou sinalizar de forma direta quando poderá iniciar o ciclo de cortes de juros. A autoridade monetária reconheceu avanços no controle da inflação, mas ressaltou que o cenário ainda exige prudência, diante das incertezas no ambiente externo e da resiliência do mercado de trabalho doméstico.

Antes da decisão do Copom, os investidores já haviam reagido ao cenário internacional. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) decidiu interromper o ciclo de cortes e manteve a taxa de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. A decisão foi anunciada em meio a pressões políticas do presidente Donald Trump por uma flexibilização mais agressiva da política monetária.

O comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) destacou que a inflação americana segue “um pouco elevada”, enquanto o mercado de trabalho mostra sinais de estabilidade, com geração de empregos moderada. “A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada, e o Comitê está atento aos riscos em ambos os lados de seu duplo mandato”, afirmou o Fed.

As declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, também ficaram no radar dos investidores. Esta foi a primeira coletiva do banqueiro central desde a divulgação de que o Departamento de Justiça dos EUA abriu uma investigação sobre seu depoimento ao Congresso a respeito dos custos da reforma da sede da instituição.

No Brasil, apesar da manutenção da Selic, parte do mercado avalia que o Banco Central pode começar a sinalizar cortes a partir das próximas reuniões, possivelmente ainda no primeiro trimestre de 2026, caso o processo de desinflação continue e o cenário externo se estabilize.

O conjunto de decisões reforçou a percepção de cautela dos bancos centrais, mas também sustentou o apetite por risco no mercado doméstico, impulsionando ações e levando o Ibovespa a mais um recorde histórico.

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