Sábado, 10 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 9 de janeiro de 2026
O Ministério da Saúde do Brasil anunciou na quinta-feira (8) o envio de 100 toneladas de medicamentos e outros insumos de saúde para a Venezuela. A medida visa apoiar a população do país vizinho, que foi alvo de uma operação militar dos Estados Unidos no dia 3 deste mês.
O ataque resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores, e destruiu o maior centro de distribuição de medicamentos venezuelano, em Caracas.
Na primeira leva de itens, o Brasil encaminha 40 toneladas de medicamentos para atender, de forma prioritária, cerca de 16 mil pacientes que precisam de tratamento de hemodiálise e estariam desassistidos.
“Essa doação não afeta a estrutura e assistência dos cerca de 170 mil pacientes que realizam diálise atualmente no Sistema Único de Saúde. Temos estoques seguros no Brasil e podemos ser solidários com o país vizinho. Não podemos esquecer que, durante a pandemia da Covid-19, a Venezuela nos disponibilizou 130 mil metros cúbicos de oxigênio para o tratamento dos nossos cidadãos, diante de uma crise por uma má gestão do governo passado”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Em carta enviada à ministra da Saúde da Venezuela, Magaly Gutiérrez, Padilha reforçou o apoio do governo brasileiro para a garantia da assistência à saúde dos venezuelanos, especialmente aos pacientes de hemodiálise, afetados pela destruição do centro de distribuição de medicamentos.
Os insumos a serem enviados para a Venezuela foram garantidos por doações de hospitais universitárias e filantrópicos de todo o País. Eles fazem parte de um conjunto estratégico e essencial de materiais. O país vizinho, com quem o Brasil tem uma fronteira de mais de mil quilômetros, receberá medicamentos de uso contínuo, filtros, linhas arterial e venosa, cateteres e soluções para o tratamento da hemodiálise.
As 100 toneladas de doações ficarão armazenadas no Centro de Distribuição de Insumos e Medicamentos do Ministério da Saúde, localizado em Guarulhos (SP), até serem totalmente despachadas.