Terça-feira, 29 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 29 de setembro de 2026
Os dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 165.827 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em agosto. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
O saldo é 183,1% maior em relação a julho, quando o país criou 58.568 empregos. A criação de empregos subiu 7,2% em comparação a agosto do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 154.683 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de agosto desde 2020, no entanto, esse é o segundo resultado mais baixo da série, só perdendo para o mesmo mês do ano passado. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
Acumulado
De janeiro a agosto, o Caged registrou queda de 25,2% no acumulado de vagas formais:
• 1.134.033 (oito meses de 2026);
• 1.516.881 (oito meses de 2025).
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, todos os cinco setores pesquisados criaram empregos formais em agosto.
• Serviços: +110.346 postos;
• Construção civil: +20.848;
• Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): +16.613;
• Comércio: +16.565;
• Agropecuária: +1.452;
Tradicionalmente, o mês de agosto é fraco para a agropecuária, por causa do início de plantio. No entanto, marca o pico da atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de educação, com a abertura de 25.416 postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 19.142 vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 16.819 postos.
Na construção civil, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para construção, que abriu 8.415 empregos formais. Em segundo, vêm as obras de infraestrutura, com 7.396 postos.
Na indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de produtos alimentícios, com 10.171 vagas, seguida por fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.311) e fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+2.845).
Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em agosto.
• Sudeste: +73.167 postos;
• Nordeste: +59.356;
• Norte: +13.603;
• Sul: +10.850;
• Centro-Oeste: +8.699.
Na divisão por unidades da Federação, 24 registraram saldo positivo e três demitiram mais do que contrataram. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e Pernambuco (+13.428).
As unidades da Federação que eliminaram empregos formais em agosto foram Rio Grande do Sul (-1.611), Rondônia (-923) e Espírito Santo (-287).
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Espírito Santo, as demissões decorrem do fim da safra de café. Em Rondônia, estão relacionadas à indústria alimentícia. No Rio Grande do Sul, concentraram-se na indústria do fumo e no comércio.
Salário médio de admissão
O salário médio real de admissão em agosto totalizou R$ 2.410,74. Isso representa:
• redução de R$ 0,74 (-0,03%) em relação a julho (R$ 2.411,48);
• aumento de R$ 24,31 (+1,02%) em relação a agosto de 2025 (R$ 2.386,43).
Carteira assinada
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou agosto em 48.244.696, alta de 1% em relação a julho e de 1,02% em relação ao mesmo mês do ano passado.