Quinta-feira, 24 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 23 de setembro de 2026
O mercado brasileiro de smartphones apresentou uma queda de 11% na venda de aparelhos durante o primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. O dado é da Counterpoint, que traz em um relatório mais detalhes sobre o cenário nacional.
Os resultados são próximos aos já registrados por outra empresa de consultoria sobre a situação da indústria na América Latina, também em queda nos últimos meses, e na perspectiva global, que também é de encolher em relação a 2025.
De acordo com o relatório, um dos principais motivos que explica essa retração é a crise de chips de memória.
Gerada pelo desequilíbrio nas encomendas do setor de inteligência artificial (IA), a crise fez empresas terem estoque reduzido, aumentarem os preços e apostarem cada vez mais em aparelhos mais caros, com maior margem de lucro.
Além disso, uma redução na produção doméstica de aparelhos e um comportamento mais cauteloso do consumidor também são listadas como justificativas pela Counterpoint.
As marcas na liderança do País
O relatório traz também detalhes sobre o atual ranqueamento das fabricantes no mercado brasileiro. O top 5 de marcas que mais vendem celulares no país é o seguinte:
– 1. Samsung — 42%;
– 2. Motorola — 31%;
– 3. Xiaomi — 7%;
– 4. Apple — 7%;
– 5. Infinix — 3%;
– Outras — 10%.
Isolada na liderança
A líder Samsung segue incontestável e isolada na liderança, com um aumento de 10% nas vendas. A Motorola também registrou um maior volume de aparelhos comercializados, com 1% de crescimento.
A Apple foi a mais vitoriosa no setor, com 19% a mais de vendas e encostando na atual terceira colocada, a Xiaomi. A marca chinesa foi bastante prejudicada pela crise dos chips de memória e tem números possivelmente não calculados no relatório a respeito da alta venda de aparelhos importados via marketplaces.
Segundo a Counterpoint, a presença cada vez maior de marcas chinesas, como Jovi, Honor, Oppo e a já tradicional Realme intensificaram a concorrência, mas o quarteto também sentiu uma redução na participação de mercado.
Em relação a modelos específicos, o estudo confirma que a Samsung é bem-vista no mercado nacional pelas linhas intermediárias e de entrada: o Galaxy A07 4G foi responsável sozinho por 8,3% das vendas no período avaliado.
Em relação aos valores, o público nacional também tem uma clara preferência (78%) por dispositivos que custam menos de R$ 1,2 mil, ainda populares mesmo com a alta geral dos preços. As informações são do site Tecmundo.