Sexta-feira, 02 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 2 de janeiro de 2026
As desistências de Fortaleza e Real Brasília do Brasileirão Feminino A1 provocaram um efeito imediato na estrutura das competições nacionais e colocaram a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) diante do desafio de reorganizar o quadro de participantes. Com duas vagas abertas na elite, clubes das Séries A2 e A3 acompanham de perto os desdobramentos, aguardando uma possível convocação.
Até o momento, a entidade não oficializou os critérios para substituição, nem comunicou formalmente as equipes envolvidas. O regulamento prevê que situações omissas sejam resolvidas pela Diretoria de Competições (DCO), sempre com base no princípio do equilíbrio técnico-esportivo. Isso dá margem para que a CBF avalie tanto o desempenho esportivo quanto a capacidade estrutural dos clubes antes de confirmar os novos integrantes.
O Fortaleza anunciou o encerramento do projeto de futebol feminino, enquanto o Real Brasília alegou falta de patrocínio para seguir na primeira divisão. Sem substituição automática prevista, a CBF pode recorrer ao critério esportivo. Nesse cenário, Vitória (BA) e Mixto (MT) aparecem como candidatos naturais, por terem registrado a quinta e a sexta melhores campanhas entre os clubes elegíveis.
A Série A1, portanto, teria como participantes: América-MG, Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Bragantino, Corinthians, Cruzeiro, Ferroviária, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Juventude, Palmeiras, Santos, São Paulo, além de Vitória* e Mixto*.
Na Série A2, a lógica se repete. Pérolas Negras (RJ) e UDA (AL), com as melhores campanhas seguintes da Série A3, despontam como possíveis beneficiados. Caso confirmados, integrarão um campeonato que já conta com Minas Brasília, Taubaté, Vasco, Avaí/Kindermann, Ação-MT, Itacoatiara, Paysandu, Rio Negro-RR, Sport, 3B da Amazônia, Itabirito, Vila Nova, Doce Mel e Atlético Piauiense.
A reorganização traz consequências diretas para os clubes. Muitos já haviam aprovado seus orçamentos para 2026 antes das desistências, e a subida administrativa implica custos maiores com logística, folha salarial e estrutura técnica. Além disso, o mercado de jogadoras se movimenta rapidamente, com renovações e transferências influenciadas pelo nível de competição que cada equipe disputará.
O cenário acontece em meio ao aumento das cotas e premiações anunciado pela CBF. No Brasileirão A1, a cota fixa da primeira fase dobra de R$ 360 mil para R$ 720 mil, enquanto o prêmio ao campeão sobe para R$ 2 milhões. A Série A2 passa de R$ 150 mil para R$ 360 mil, e a A3 triplica sua cota, chegando a R$ 120 mil. A Copa do Brasil Feminina também terá reajustes, com destaque para as oitavas de final, que passam a pagar R$ 200 mil, e R$ 1 milhão ao campeão.
Calendário do futebol feminino em 2026
Supercopa Feminina: 8 de fevereiro
Brasileirão A1: 15 de fevereiro a 4 de outubro
Brasileirão A2: 14 de março a 19 de setembro
Brasileirão A3: 21 de março a 5 de setembro
Brasileirão Sub-20: 8 de março a 28 de maio
Copa do Brasil Feminina: 22 de abril a 15 de novembro
Brasileirão Sub-17: 30 de maio a 29 de agosto
Liga Sub-16: março (data a definir)
Liga Sub-14: 23 a 29 de setembro