Domingo, 01 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 31 de janeiro de 2026
Brian May descartou passar pelos Estados Unidos numa possível turnê do Queen, devido a situação política do país atualmente. “Os Estados Unidos são um lugar perigoso no momento, então temos que levar isso em consideração”, disse o lendário guitarrista ao jornal britânico “Daily Mail”. “É muito triste porque sinto que o Queen cresceu nos Estados Unidos e nós amamos o país, mas não é mais o que era. Todo mundo está pensando duas vezes antes de ir para lá agora.”
Boa parte do noticiário que vem dos EUA recentemente mostra ações violentas do ICE, o departamento responsável por levar a frente a política anti-imigratória do governo Donald Trump.
O Queen vem fazendo turnês com Adam Lambrert nos vocais desde 2012. A última série de apresentações terminou em 2024, e Brian May, de 78 anos, afirma não ter certeza se a banda voltará aos palcos, “levamos um dia por vez”, disse ele ao Daily Mail. “Mas nunca diga nunca”, completou.
Brian May também não foi o primeiro grande astro internacional a expressar preocupação com shows nos EUA. Bad Bunny, que fará shows no Brasil em fevereiro, não passou pelo país norte-americano com sua megaturnê. Em entrevista à revista i-D ele afirmou que o motivo foi o medo de deportação do público latino. “Cara, honestamente, sim. Tive muitos motivos para não querer me apresentar nos EUA, e nenhum deles tinha a ver com ódio. Mas havia essa questão de… assim, o ICE poderia estar do lado de fora. E isso era algo que estávamos discutindo e que nos preocupava muito.”
A política de imigração já tem causado prejuízo ao setor de turismo nos EUA. Em maio de 2025, o Conselho Mundial de Viagens e Turismo projetou que o país perderia US$ 12,5 bilhões em gastos de visitantes internacionais ao longo do ano, segundo o jornal The Guardian. Mais recentemente, dados da Administração de Comércio Internacional (ITA), um órgão do governo americano, constataram queda de 5,5% nos gastos de visitantes internacionais em setembro de 2025 em comparação com setembro de 2024. (Com informações do jornal O Globo)