Domingo, 21 de Abril de 2024

Home Brasil Buscas por desaparecidos em naufrágio no Pará entram no terceiro dia; número de mortos chega a 19

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Chegam ao terceiro dia as ações de buscas pelas vítimas do naufrágio de embarcação clandestina que naufragou próximo à ilha de Cotijuba, distrito de Belém. O corpo de uma mulher foi localizado na manhã deste sábado (10). A vítima foi levada para o Instituto Médico Legal (IML). O número de mortes aumentou para 19.

Até o início da manhã deste sábado (10), a Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) contabilizava 18 mortes, sendo 10 mulheres, 5 homens e 3 crianças, segundo atualização feita na sexta-feira (9). Outras 65 pessoas sobreviveram. Como o barco funcionava de forma irregular, não há lista oficial de passageiros, segundo o Segup.

O número de passageiros na embarcação deixou de ser divulgado pelo governo, assim como o de desaparecidos.

Os bombeiros e Marinha encerraram as buscas às 18h de sexta e retomaram neste sábado, com mergulhadores que devem verificar se há vítimas dentro do barco.

A Segup informou que familiares de desaparecidos podem procurar o Grupamento Fluvial, na avenida Arthur Bernardes, número 1000, em Belém, onde são atendidos por equipe multidisciplinar que fornece informações, serviços essenciais, assistência pisco-social ou qualquer outra necessidade urgente.

Segundo a secretaria, os corpos que não forem procurados por familiares permanecem no Centro de Polícia Científica, até que sejam identificados. Um número da Defesa Civil do Estado foi divulgado para fornecimento de informações: (91) 98899-6323.

Segundo a Segup, sete corpos foram deslocados na sexta-feira para serem sepultados na Ilha do Marajó e quatro em Belém. Os demais estão no Instituto Médico Legal (IML) para realização de exames necroscópicos.

Dois dos sobreviventes eram dados como desaparecidos até a manhã de sexta-feira, mas foram localizados em comunidades ribeirinhas: um menino de 4 anos e um jovem de 20, segundo informações da Segup.

No balanço divulgado na sexta-feira, o governo não confirmava o número total de passageiros que estava na embarcação clandestina. Na manhã de quinta-feira (8), o número de tripulantes era 70, depois aumentou para 82.

O naufrágio

A lancha carregada de passageiros, incluindo crianças e idosos, naufragou na manhã de quinta-feira (8) em frente à Ilha de Cotijuba em Belém. A embarcação saiu de Cachoeira do Arari, no arquipélago de Marajó, com destino à Belém .

Familiares, amigos e moradores de Salvaterra, na Ilha do Marajó, saíram em cortejo, no início da manhã de sexta-feira (9), para receber os corpos das vítimas. As autoridades não divulgaram para a imprensa a relação com nomes das vítimas.

A lancha não possuía autorização para transporte intermunicipal de passageiros e saiu de um porto clandestino, segundo a Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos do Estado do Estado do Pará (Arcon-Pa), que já tinha notificado a empresa três vezes, sendo a última vez em agosto.

Além da Marinha, a Polícia Civil investiga o caso. O responsável pela embarcação estava a bordo e sobreviveu, segundo testemunhas, mas a polícia ainda não o localizou.

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