Domingo, 21 de Abril de 2024

Home Brasil Caças Gripen da Força Aérea Brasileira começam a operar no Brasil nesta segunda

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Após 16 anos desde o lançamento do projeto FX-2, o caça sueco F-39 Gripen E/F entra em operação nesta segunda-feira (19) na Força Aérea Brasileira (FAB). Trata-se da mais moderna aeronave em operação na América Latina, que vai equipar o 1º Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), localizado em Anápolis (GO).

“O recebimento das primeiras aeronaves F-39 Gripen simboliza um marco para a Força Aérea Brasileira, É a concretização de um projeto de longo prazo, que se traduz agora em capacidades operacionais que o País nunca teve”, afirmou o tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, comandante da FAB.

A renovação da aviação de caça é um dos principais projetos estratégicos do Ministério da Defesa. Inicialmente ele previa a compra e a entrega até 2027 de 36 Gripen por US$ 3,77 bilhões ou R$ 20 bilhões em valores atuais. Mas outras quatro aeronaves foram acrescidas neste ano ao contrato em vigor, totalizando 40 caças que serão produzidos pela Saab em parceria com a Embraer. A FAB estuda ainda adquirir mais 26 Gripen por meio de um segundo contrato.

“Considero que, diante das dimensões continentais que o País possui, a aquisição de um segundo lote é uma necessidade que deve ser imediatamente analisada”, afirmou o comandante da FAB. Para ele, apesar das dificuldades fiscais do País, é necessário que seja assegurado o fluxo de recursos para que o projeto mantenha “uma cadência de entregas adequada”.

As quatro primeiras unidades fabricadas na Suécia e trazidas para o Brasil em navios serão incorporadas amanhã ao 1.º GDA. As 15 últimas do primeiro lote de 36 caças serão construídas no Brasil. “As parcerias formadas entre Brasil e a Suécia garantem uma ampla transferência de tecnologia, que tem resultado em benefícios significativos em toda a cadeia produtiva envolvida”, disse o Baptista Junior.

O acordo para a compra do Gripen prevê a transferência de tecnologia para o Brasil e o treinamento de dois anos para 350 profissionais que vão cuidar da montagem das aeronaves na planta da Embraer, em Gavião Peixoto (SP).

Foi ali que pilotos de prova da FAB, da Embraer e da Saab executaram ensaios em voo, parte do programa de transferência tecnológica, para que os caças recebessem a licença inicial de operação. Só então os quatro aparelhos puderam ser transferidos para a Base Aérea de Anápolis (BAAN), onde foram entregues ao 1º GDA.

Reforma

A base passou por três obras para poder abrigar as novas aeronaves. A primeira foi no hangar de manutenção, a segunda nos chamados hangaretes da linha de voo – as garagens de aeronaves – e a última nas instalações do 1.º GDA, cujo prédio foi dividido em duas grandes alas, uma administrativa e outra operacional, para abrigar os sistemas de missão e de suporte do Gripen, com a montagem de simuladores de voo e estações de planejamento de produção de imagens digitais.

Por enquanto, os F-39 ficarão em Anápolis, mas o comando da Força Aérea estuda a possibilidade de distribuir o Gripen em outras bases, de acordo com a necessidade operacional, a disponibilidade de infraestrutura e a posição geográfica. É que o Gripen vai substituir paulatinamente os F-5M, caça de fabricação americana que entrou em serviço no Brasil em 1975 e cuja modernização, executada pela Embraer, terminou em 2020.

Atualmente, o F-5M é operado nas bases de Anápolis, de Canoas (RS) e do Rio. A entrada em operação dos Gripen marcará ainda o último grande ato do atual comandante da FAB, Baptista Junior. Ele pretendia passar o comando da Força quatro dias depois, em 23 de dezembro, para seu sucessor, o tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, antes da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, que indicou Damasceno. Baptista Junior acabou convencido pelo futuro ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, a ficar no cargo até janeiro, a exemplo dos comandantes das outras Forças.

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