Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026

Home Política Caiado e Flávio conversaram sobre a ida de governador ao PSD e estratégia contra Lula

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A decisão de Ronaldo Caiado de deixar o União Brasil e se filiar ao PSD foi antecedida por conversas com o núcleo político do bolsonarismo, nas quais o governador de Goiás expôs o incômodo com a situação no partido e ouviu a defesa de uma estratégia nacional para 2026 baseada em mais de uma candidatura da direita no primeiro turno. Um dos interlocutores foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.

Caiado, que governa Goiás em segundo mandato e vinha se movimentando para se viabilizar como nome presidencial, já sinalizava desgaste com o União Brasil, legenda que, na sua avaliação, não dava garantias de sustentação a um projeto nacional e tende a priorizar arranjos regionais. O movimento de saída ocorre num momento em que ele busca se reposicionar como alternativa de centro-direita, agora dentro de um PSD que abriga outros presidenciáveis, como os governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).

Antes de formalizar a troca, no entanto, o governador levou suas preocupações ao entorno de Jair Bolsonaro. Ele esteve com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda antes do Natal, em Goiânia, e voltou a tratar do tema dias depois, já em Brasília, pouco antes de o parlamentar embarcar para o exterior. O encontro mais recente ocorreu há cerca de uma semana, na casa de Flávio, na capital federal. O senador Rogério Marinho (PL-RN) participou por vídeo. Procurados, Caiado e Flávio não comentaram.

Interlocutores do governador de Goiás afirmam que ele deixou claro que desejava sair do União, embora ainda não tivesse batido o martelo, porque não poderia “ficar esperando” uma definição interna que, adiante, inviabilizasse seu plano nacional.

“A candidatura é legítima. Temos um adversário comum, o PT”, afirmou Marinho, confirmando que conversou com o governador por vídeo.

Os dois ainda se falaram uma última vez, no domingo passado.

Segundo aliados do governador, ele ouviu de Flávio e de Marinho a tese de que o campo conservador não deveria caminhar para uma eleição plebiscitária desde já, concentrada apenas em Lula contra um único adversário.

Marinho citou que o grupo repetisse o desenho eleitoral do Chile, tendo como referência o arranjo político observado na disputa que derrotou Gabriel Boric e levou José Antonio Kast à Presidência do país latino-americano. O pleito foi marcado por forte fragmentação no primeiro turno e reacomodações posteriores.

Por essa leitura, a existência de mais candidaturas da direita na largada permitiria ocupar nichos distintos do eleitorado, testar lideranças e ampliar o espaço do campo conservador, com a promessa de convergência posterior contra o PT.

No União Brasil, Caiado avaliava que tinha pouco a perder ao se movimentar: sem garantia de estrutura nacional, tempo de TV e engajamento partidário para sua candidatura, passou a tratar a saída como forma de preservar protagonismo e não ficar refém de uma decisão futura do partido que pudesse inviabilizá-lo de vez. Intelocutores do PSD, contudo, afirmam que o governador não recebeu garantias da candidatura e que o partido ainda testará seus três nomes para chegar a um acordo final. As informações são do jornal O Globo.

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