Quinta-feira, 18 de Julho de 2024

Home Você viu? Calor extremo: cientistas já temem que o planeta quebre barreira dos 2°C acima da média

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Depois de meses de calor planetário recorde, tanto no Hemisfério Sul quanto no Hemisfério Norte, as temperaturas se tornaram ainda mais anormais nas últimas semanas – chegando brevemente a uma média próxima de 2°C acima dos níveis pré-industriais, um limite de aquecimento global que os líderes mundiais estão buscando evitar pelo temor de consequências imprevisíveis.

“Pensei que tivéssemos visto temperaturas excepcionais em julho”, disse Zeke Hausfather, líder de pesquisa climática da empresa de pagamento Stripe. “O que vimos nesta semana está muito acima disso.” A atual onda de calor provavelmente é resultado do aprofundamento do padrão climático El Niño e um sinal de que as temperaturas continuarão a acelerar no próximo ano, segundo os cientistas.

O El Niño é conhecido por elevar as temperaturas globais, liberando vastas quantidades de calor do Oceano Pacífico para a atmosfera. “O El Niño não atingirá o pico até o fim deste ano e há muito mais calor por vir”, disse Michael McPhaden, cientista sênior da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica. “Portanto, espere muito mais recordes nos próximos meses.”

As avaliações dos cientistas baseiam-se em análises climáticas quase em tempo real que utilizam observações meteorológicas para estimar médias globais, de forma semelhante a um modelo de previsão do tempo, mas que olha para o passado em vez do futuro. A confiança nessas análises tem crescido na medida em que se alinham com as avaliações climáticas globais de rotina realizadas pela Nasa, a agência espacial americana, e pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica semanas e meses depois dos eventos.

Uma dessas análises, produzida pela Agência Meteorológica Japonesa, mostra que, neste mês, as temperaturas globais persistentemente se afastaram das médias de 1991-2020 em 1ºC. Hausfather disse que a média de 1991-2020 já é cerca de 0,9ºC mais quente do que os níveis observados antes da Revolução Industrial e da queima generalizada de combustíveis fósseis.

Hausfather chama de “conclusão inevitável” que setembro marca o terceiro mês consecutivo de temperaturas globais médias recordes. Se as temperaturas permanecerem anormalmente altas como estão agora, a média planetária poderia pela primeira vez em base anual superar 1,5ºC de aquecimento acima das temperaturas pré-industriais, calculou. Para se ter ideia, o El Niño é conhecido por elevar temperaturas planetárias em 0,1 a 0,2ºC.

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