Sexta-feira, 17 de Maio de 2024

Home em foco Câmara dos Estados Unidos aprova 61 bilhões de dólares em ajuda à Ucrânia

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Após meses de bloqueio dos republicanos e de intensos apelos de Kiev, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesse sábado (20) um pacote de ajuda à Ucrânia no valor de 61 bilhões de dólares para defesa contra os invasores russos.

O projeto aprovado com o respaldo de republicanos e democratas é resultado de meses de negociações e pressões de aliados dos EUA. Foram 311 votos bipartidários a favor e 112 contra, em uma sessão em que os democratas aplaudiram e agitaram bandeiras ucranianas. O texto também autoriza que os Estados Unidos confisquem e vendam ativos russos e entreguem o dinheiro à Ucrânia para obras de reconstrução.

O presidente americano, Joe Biden, elogiou os legisladores de ambos os partidos, dizendo que “neste ponto de inflexão crítico, eles se uniram para responder ao apelo da história”.

“Peço ao Senado que envie rapidamente este pacote para a minha mesa para que eu possa sancioná-lo e possamos enviar rapidamente armas e equipamentos para a Ucrânia para atender as suas necessidades urgentes no campo de batalha”, acrescentou.

Aprovação

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, comemorou a aprovação da ajuda e disse que ela “salvará milhares e milhares de vidas”. “Esperamos que (os) projetos de lei sejam apoiados no Senado e enviados à mesa do presidente [Joe] Biden. Obrigado, América!”, disse.

O chefe da Otan, Jens Stoltenberg, também saudou a notícia. “A Ucrânia está utilizando as armas fornecidas pelos aliados da Otan para destruir as capacidades de combate russas. Isto torna todos nós mais seguros, na Europa e na América do Norte”, escreveu Stoltenberg na rede social X (antigo Twitter).

Já o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, destacou que a aprovação da ajuda à Ucrânia envia uma “mensagem clara” à Rússia. “Aqueles que acreditam na liberdade e na Carta da ONU continuarão a apoiar a Ucrânia e o seu povo”, escreveu no X.

Otimismo

A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, disse que foi um dia de otimismo para a Ucrânia e a segurança europeia. “Um grande obstáculo para a ajuda dos EUA à Ucrânia foi superado. Os corações dos apoiadores mais importantes da Ucrânia estão batendo em uníssono novamente”, postou no X.

Também na sessão deste sábado, a Câmara dos Representantes aprovou um pacote de 14 bilhões de dólares para Israel e 9 bilhões para ajuda humanitária à Faixa de Gaza e à Cisjordânia, e 8,12 bilhões de dólares para a defesa do Indo-Pacífico, em especial de Taiwan.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o pacote “defende a civilização ocidental” e “demonstra um forte apoio bipartidário a Israel”. Moscou, por outro lado, condenou a ajuda dos Estados Unidos à Ucrânia, a Israel e a Taiwan, afirmando que ela “vai agravar as crises mundiais”.

“A ajuda militar ao regime de Kiev é um apoio direto às atividades terroristas; a Taiwan, uma ingerência nos assuntos internos da China; a Israel, uma via direta para um agravamento sem precedentes da situação na região”, criticou a porta-voz do Ministério dos Relações Exteriores, Maria Zakharova, na plataforma digital Telegram.

Impasse

Nos últimos meses, a Ucrânia tem sofrido intensas campanhas de bombardeio das forças de Moscou contra suas principais cidades e infraestruturas energéticas, provocando vítimas civis. Há vários meses, as autoridades de Kiev clamam por mais armamento e munições para poder conter os ataques aéreos da Rússia e o avanço das tropas de Moscou nas frentes de combate no leste do país.

Principal aliado militar da Ucrânia, os Estados Unidos não adotavam um grande pacote de ajuda a Kiev há quase um ano e meio, sobretudo devido ao bloqueio da ala radical dos republicanos no Congresso.

Durante meses, o líder da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, recusou-se a colocar em votação a ajuda externa solicitada pelo presidente Joe Biden.

No entanto, o ataque do Irã a Israel, há uma semana, pressionou Johnson para que avançasse pelo menos com a proposta de ajuda a Israel, o principal aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio e que goza de grande apoio entre os republicanos. As informações são do portal Terra.

 

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