Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 24 de fevereiro de 2026
O jogador de futebol do Paris Saint-Germain (PSG) Achraf Hakimi será julgado por estupro em Paris, informou nesta terça-feira (24) à agência de notícias AFP a advogada do jogador e o Ministério Público de Nanterre, ao norte da capital francesa. O atleta, natural do Marrocos, é capitão de seu país e enfrentará o Brasil na estreia da Copa do Mundo.
O julgamento se refere a uma acusação de estupro feita contra o jogador por uma jovem de 24 anos em fevereiro de 2023, pela qual ele é investigado desde então.
A jovem explicou aos policiais que conheceu o jogador em janeiro daquele ano na rede social Instagram e que foi até a casa dele em um carro de aplicativo, solicitado pelo atleta. A mulher afirmou que Hakimi a beijou e a tocou sem seu consentimento antes de estuprá-la, segundo uma fonte policial. O lateral-direito foi indiciado por estupro em março de 2023 e uma investigação criminal foi aberta. O jogador de 27 anos nega as acusações e afirmou nesta terça-feira que o caso é “injusto”.
“Atualmente, uma acusação de estupro basta para justificar um julgamento, mesmo que eu a conteste e que tudo demonstre que é falsa. Isso é tão injusto para os inocentes quanto para as vítimas sinceras. Aguardo com calma esse julgamento, que permitirá que a verdade venha à tona publicamente”, afirmou o jogador em publicação nas redes sociais.
Hakimi joga de lateral-direito e atualmente é considerado um dos melhores jogadores do mundo na posição. Em 2025, ele ficou em 6º lugar na premiação Bola de Ouro e foi eleito o melhor jogador africano daquele ano. Ele já passou por Real Madrid, Borussia Dortmund e Inter de Milão até chegar ao PSG, em 2021. Hakimi é um dos astros da seleção marroquina, que jogará contra o Brasil na Copa do Mundo.
A data do início do julgamento de Hakimi não havia sido informada pelas autoridades francesas. Segundo o Código Penal francês, o estupro é um crime punível com sentenças de 15 a 20 anos de prisão, podendo chegar a 30 anos caso haja agravantes.
A advogada de Hakimi, Fanny Colin, protestou contra a decisão do julgamento. Segundo ela, o jogador foi indiciado “com base em uma acusação sustentada unicamente na palavra de uma mulher que colocou obstáculos a todas as investigações, que recusou todos os exames médicos e buscas de DNA, que se negou a que seu celular fosse analisado e a fornecer o nome de uma testemunha-chave”. Ela acrescentou que irá recorrer desta decisão da Justiça francesa. Se o recurso for rejeitado, o atleta será julgado em data a ser determinada.
“Após três anos de batalha judicial, minha cliente recebe com alívio a decisão de acusação contra Achraf Hakimi”, reagiu a advogada da vítima, Rachel-Flore Pardo, em um comunicado enviado à AFP. Para Pardo, esta decisão “é perfeitamente coerente com os elementos do processo e com os pedidos do promotor”, que em agosto havia solicitado o julgamento do marroquino perante o tribunal penal de Nanterre.
A defesa do lateral-direito contesta todas as acusações. Fanny Colin lembra que “os dois relatórios de perícia psicológica” da vítima “revelaram a falta de lucidez sobre os fatos que afirma denunciar”. A advogada de Hakim ressalta, em particular, “que [a jovem] tentou ocultar da autoridade judicial várias mensagens trocadas com uma de suas amigas, nas quais planejavam ‘roubar’”, o jogador.