Terça-feira, 28 de Maio de 2024

Home Porto Alegre Capturados mais 20 escorpiões-amarelos no Centro de Porto Alegre

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Em nova operação noturna no Centro Histórico de Porto Alegre, uma equipe da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) capturou vivos no Centro Histórico de Porto Alegre mais 20 escorpiões-amarelos, espécie venenosa e que oferece risco principalmente a crianças. Outros dois exemplares escaparam e dois já estavam mortos.

Os técnicos contaram com o apoio de servidores do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), que abriram 44 caixas de telefonia instaladas abaixo do nível da calçada – esse tipo de estrutura tem servido de abrigo à maioria dos artrópodes encontrados ao longo deste ano na região, que lidera o ranking de capturas e visualizações.

A exemplo de operações anteriores, o perímetro de busca abrangeu o entorno da Praça Dom Feliciano (diante da Santa Casa de Misericórdia), rua Senhor dos Passos, o trecho final da Andradas. Desta vez foi incluída parte da rua Vigário José Inácio.

De acordo com a SMS, o número de animais capturados corresponde ao saldo médio das operações realizadas nessa área nos últimos meses.

Risco à saúde

A picada do escorpião-amarelo tem como sintomas mais comuns dor local, sudorese, vômitos e agitação. Em casos mais graves, podem ocorrer tremores, alterações cardíacas e complicações de saúde capazes de levar à morte, sobretudo em crianças. O indivíduo atacado deve procurar com urgência o Hospital de Pronto Socorro (HPS) para receber soro específico.

Prevenção

Especialistas recomendam que locais como pátios, galpões e depósitos sejam mantidos limpos e sem lixo ou entulho. Nas residências do tipo casa, também é importante manter a grama aparada e vedar soleiras das portas com saquinho de areia ou friso de borracha, bem como instaladas telas em portas, janelas e ralos. Vale lembrar que o um dos alimentos do escorpião-amarelo são as baratas.

Saiba mais

Com até 7 centímetros de comprimento, o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) tem cauda nessa cor e tronco escuro. Sua reprodução é partenogenética (sem necessidade de fecundação por um macho) e por meio da qual cada fêmea gera em média 40 filhotes por ano (20 de cada vez), número que pode passar de 150 durante toda a sua vida.

O período de gestação é variado mas costuma durar três meses. Em cerca de duas semanas, os filhotes passam a sobreviver sem depender da mãe.

Devido aos hábitos domiciliares e à periculosidade da picada, a espécie é responsável pela maioria dos acidentes  com esse tipo de artrópode em regiões urbanas no Brasil. A peçonha (veneno) tem efeito neurotóxico, ou seja, age no sistema nervoso.

Contatos com seres humanos têm sido bastante frequentes e o animal ataca ao se sentir ameaçado. Em caso de visualização (com ou sem picada), recomenda-se não tentar pegá-lo, e sim chamar um técnico da prefeitura.

(Marcello Campos)

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