Quinta-feira, 14 de Maio de 2026

Home Brasil Carlinhos Cachoeira é preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas e solto horas depois

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O contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, foi preso pela Polícia Federal na tarde desta quarta-feira (13) enquanto fazia uma escala no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. A detenção ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pela 8ª Vara Criminal dos Crimes Punidos com Reclusão e Detenção do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), mas ele acabou sendo solto poucas horas depois, após a revogação da ordem judicial.

Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), Cachoeira foi abordado por agentes federais ainda no aeroporto e encaminhado ao 27º Distrito Policial, no bairro do Ibirapuera. O contraventor permaneceu no local até que a Justiça comunicou oficialmente a revogação do mandado de prisão. Após a confirmação da decisão, ele foi liberado e a Vara Criminal responsável pelo caso foi informada da soltura.

A ordem de prisão estava relacionada a uma investigação envolvendo os crimes de calúnia, injúria e difamação. Até o momento, os detalhes do processo não foram divulgados pelas autoridades. A defesa de Cachoeira não foi localizada para comentar o caso. O espaço segue aberto para manifestação.

Aos 63 anos, Carlinhos Cachoeira é uma das figuras mais conhecidas do submundo da contravenção no país e já esteve no centro de diversas investigações envolvendo exploração ilegal de jogos de azar, corrupção e influência política. O nome dele ganhou projeção nacional principalmente após a deflagração da Operação Monte Carlo, realizada pela Polícia Federal em 2012.

Na época, a investigação revelou um suposto esquema de jogos ilegais e apontou relações entre Cachoeira, empresários, agentes públicos e políticos. A operação teve ampla repercussão nacional e levou à abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional para investigar a atuação da organização criminosa.

As investigações da Operação Monte Carlo indicavam que o grupo utilizava uma rede de influência política e empresarial para favorecer interesses ligados à exploração de caça-níqueis e outras modalidades ilegais de jogos. Escutas telefônicas divulgadas durante as apurações chegaram a envolver parlamentares e empresários de diferentes estados.

Ao longo dos últimos anos, Cachoeira também foi alvo de outras operações policiais e respondeu a processos relacionados a corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Apesar disso, parte das acusações acabou anulada ou arquivada pela Justiça ao longo do tempo.

A nova prisão, ainda que breve, reacendeu a lembrança de um dos maiores escândalos políticos e policiais da década passada. Até a noite desta quarta-feira, a Polícia Federal e o Tribunal de Justiça de Goiás não haviam divulgado novas informações sobre os motivos que levaram à revogação do mandado.

(Com O Estado de S.Paulo)

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