Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 15 de fevereiro de 2026
A combinação de grandes aglomerações com o relaxamento de hábitos de higiene no Carnaval cria o cenário perfeito para a propagação de microrganismos.
Segundo a infectologista Dra. Fernanda Guioti Puga, o aumento na busca por prontos-atendimentos durante e após o feriado é notável.
Atenção às doenças respiratórias e aglomerações no Carnaval
As queixas durante o Carnaval, segundo a especialista, variam de crises respiratórias e COVID-19 a casos de dengue e infecções gastrointestinais.
O contato físico próximo e o compartilhamento de objetos são os principais facilitadores dessa transmissão.
A proximidade nos blocos facilita a troca de secreções e a inalação de gotículas suspensas no ar. Isso explica por que as viroses respiratórias costumam disparar nesse período.
Fatores de risco no Carnaval
A exposição elevada a microrganismos ocorre porque as barreiras naturais de defesa do corpo podem estar baixas. Isso devido ao cansaço e ao consumo excessivo de álcool.
Além da COVID-19, outras síndromes gripais encontram caminho livre quando as medidas de prevenção são deixadas de lado.
Como minimizar o contágio
Sempre que possível, prefira ambientes abertos e ventilados. A higienização frequente das mãos com álcool em gel continua sendo uma aliada poderosa, mesmo no meio da folia.
Evitar tocar o rosto e os olhos sem antes higienizar as mãos reduz drasticamente a chance de contaminação.
Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs): a proteção é indispensável
O Carnaval é uma época de maior interação social, e a prevenção não pode ser esquecida.
O uso do preservativo é a medida mais eficaz para prevenir não apenas o HIV, mas também sífilis, gonorreia e herpes genital.
Prevenção combinada: PrEP e PEP
Para além do preservativo, existem medidas profiláticas importantes. A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é indicada para quem tem exposição recorrente ao risco.
Já a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) deve ser buscada em até 72 horas após uma situação de risco. Como o rompimento do preservativo ou relação desprotegida.
O que fazer após o feriado?
A Dra. Fernanda orienta que qualquer sinal suspeito, como feridas genitais, corrimentos ou manchas na pele, deve ser investigado.
Realizar a testagem para ISTs após o feriado é um ato de autocuidado e responsabilidade coletiva.
Perigo das doenças gastrointestinais e da Hepatite A
O calor intenso e o consumo de alimentos na rua podem esconder riscos de intoxicação alimentar e infecções como a Hepatite A.
Manter o Carnaval com saúde passa necessariamente pelo que você ingere.
Cuidados com alimentação e bebidas
Nunca compartilhe copos, garrafas ou talheres. O compartilhamento de objetos é um dos maiores vetores de viroses gastrointestinais.
Além disso, priorize alimentos bem cozidos e observe a procedência do que consome na rua.
Hidratação estratégica
A desidratação é uma das principais causas de mal-estar no Carnaval. A recomendação médica é beber água frequentemente, alternando sempre com o consumo de álcool.
Isso ajuda o fígado a processar as toxinas e mantém o equilíbrio hidroeletrolítico do corpo.
Combate às arboviroses: não esqueça o repelente
Com o aumento dos casos de dengue, zika e chikungunya, o uso de repelente torna-se obrigatório. Especialmente para quem vai pular Carnaval durante o dia ou em áreas com vegetação.
Uso correto do repelente
O repelente deve ser reaplicado conforme as instruções da embalagem, principalmente se houver suor excessivo ou contato com água.
As arboviroses podem causar febre alta e dores intensas no corpo. Isso interrompe imediatamente a alegria da festa. Com informações do portal Terra.