Terça-feira, 25 de Junho de 2024

Home em foco Cascavel tem ônibus atacado com pedras após duelo contra o Maringá

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Em partida válida pelo Campeonato Paranaense, o Maringá acabou levando a melhor diante do Cascavel, no estádio Willie Davids, na noite de sábado (26), derrotando o aurinegro por 1 a 0.

​Entretanto, após o término do duelo, o ônibus da Serpente acabou sendo atacado por pedras ao deixar o estádio. O clube, em postagens através de sua rede social, lamentou o fato ‘repudiando veementemente esses atos cruéis e injustificados’.

Além disso, informou que fez um boletim de ocorrência, além de ter fotografado e documentado para representar na Federação Paranaense de Futebol, e também na Polícia Civil.

Explicando sobre o ato, destacaram que as pedras atiradas atingiram o vidro traseiro do veículo, mas que ninguém do elenco e da comissão técnica ficou ferido.

Ao concluir, a equipe ainda relembrou atos contra o time do Bahia, na última quinta-feira, e do Grêmio, também no sábado, reiterando que não irão aceitar que a violência tome conta do esporte. Além disso, diz esperar que autoridades policiais e os responsáveis pelo futebol, tomem as devidas providências para que episódios como este não se repitam mais.

Violência

Uma semana em que o futebol saiu do noticiário esportivo e parou no policial. No intervalo de três dias, de quinta (24) a sábado passado, foram cinco atos graves de violência, com direito a explosivos, invasão de campo, clássico adiado, veículos danificados e jogadores hospitalizados. Tudo isso em capitais brasileiras envolvendo alguns dos times mais tradicionais do país.

Na última quinta-feira, um ataque ao ônibus do Bahia deixou jogadores feridos. O goleiro Danilo Fernandes sofreu cortes no rosto, perto do olho, e foi parar no hospital. Mesmo assim, o time foi a campo – e venceu – o Sampaio pela Copa do Nordeste.

No mesmo dia, o Náutico, que voltava do Tocantins após a eliminação da Copa do Brasil, divulgou imagens de van que transportava os atletas com vidros quebrados após protestos. Ninguém ficou ferido.

No sábado, mais dois casos graves. O ônibus do Grêmio foi alvo de pedradas na chegada ao Beira-Rio, e Villasanti, ferido, precisou ser conduzido ao hospital. Diferente do jogo pela Copa do Nordeste, o Gre-Nal foi adiado.

Além dos ataques a veículos coletivos, torcedores do Paraná invadiram o gramado, no jogo que marcou o rebaixamento da equipe para a Série B estadual, e trocaram agressões com os jogadores.

Salvador

De acordo com o tenente-coronel Elbert Vinhático, do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (BEPE), dois veículos emboscaram o ônibus com os jogadores do Bahia Os suspeitos arremessaram artefatos explosivos e rojões na direção do veículo. De acordo com o BEPE, os carros envolvidos no ataque ao ônibus do Bahia, pertencem a membros da torcida organizada Bamor.

A PM apreendeu os dois veículos envolvidos no atentado, que estavam na sede da organizada. Silva prestou depoimento e afirmou que deixou seu carro na sede e seguiu para Feira de Santana, onde estava no momento do ataque.

O goleiro Danilo Fernandes foi atingido no rosto, perto do olho, e levado por uma ambulância a um hospital. Ele passou a noite no local e recebeu alta por volta das 19h de sexta-feira. O jogador recebeu 20 pontos entre orelha, rosto e perna em função dos múltiplos ferimentos no corpo.

Além de Danilo, o lateral-esquerdo Matheus Bahia também ficou ferido e não participou do jogo contra o Sampaio Corrêa.

Porto Alegre

No sábado, um ataque ao ônibus do Grêmio terminou com mais um jogador ferido e, desta vez, um jogo adiado. Segundo a Brigada Militar, torcedores do Inter estavam escondidos na região e atacaram o veículo com pedradas, apesar da escolta da polícia. Os agressores fugiram em seguida. Dois homens foram identificados e presos, informou a Secretaria de Segurança Pública no início da noite.

A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) decidiu adiar o Grenal, que será realizado em uma nova data. A decisão foi solicitada pelo Grêmio, com concordância do Inter. O presidente tricolor, Romildo Bolzan, afirmou que não havia condições técnicas e psicológicas do time entrar em campo.

O volante Villasanti foi atingido no rosto por um dos artefatos. Conforme o Grêmio, ele teve traumatismo craniano, concussão cerebral, ferimentos no olho e no quadril.

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