Sábado, 10 de Janeiro de 2026

Home Economia Caso do Banco Master começa a contaminar o risco Brasil

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Os participantes do mercado vinham acompanhando com atenção a novela do Banco Master e seus desdobramentos, mas o assunto não chegou a entrar nos preços dos ativos.

A investida contra o Banco Central feita pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus provocou uma busca por “hedge”, ainda que tímida, nos mercados domésticos. No geral, investidores atribuíram as movimentações na Bolsa, no câmbio e nos juros a uma correção, mas o aumento dos spreads do CDS de cinco anos do Brasil chamou a atenção de tesourarias de bancos locais.

Normalmente visto como uma medida de “risco país”, o CDS de cinco anos do Brasil subiu 2,5% na quarta-feira (7), ao passar de 136,8 pontos para 140,2 pontos.

E, na manhã dessa quinta-feira (8), o movimento de alta dos spreads continuava, ainda que sem grande força. De acordo com dados da S&P Global Market Intelligence, o CDS de cinco anos subia a 140,32 pontos, maior nível desde 19 de dezembro, desfazendo o breve alívio visto nas primeiras sessões deste ano.

Uma eventual reversão na liquidação extrajudicial do Master – e o consequente enfraquecimento do poder institucional do BC – causaria uma insegurança jurídica, aumentando as incertezas.

“Tenho recebido ligações de bancos estrangeiros tentando entender a situação. É até difícil explicar que no Brasil algumas leis podem ser quase que ‘revertidas’, mesmo por tribunais de contas comenta um executivo do setor. não é nem pelo Supremo.”

Houve, ainda, quem apontasse para o fato de alguma contaminação que o aumento do CDS possa ter provocado nos ativos domésticos, sobretudo na curva de juros, que ganhou inclinação, com alta das taxas de longo prazo. Alguns agentes, contudo, alertaram para o fato de haver um ajuste do mercado antes do lançamento de um novo título prefixado de longo prazo pelo Tesouro Nacional nessa quinta-feira.

“A ponta longa provavelmente ajustou risco para o leilão e para alguns receios ligados à liquidação do Master feita pelo Banco Central no ano passado”, diz o trader de renda fixa da tesouraria de um grande banco.

“Há algum burburinho de que essa liquidação estaria distorcendo os níveis de CDS e contaminando o mercado de juros”, diz o trader de renda fixa de uma importante instituição financeira local. Para ele, contudo, a estreia da NTN-F 2037 é o que mais ajuda a explicar a alta dos juros longos de ontem e o consequente aumento da inclinação da curva. (Com informações do Valor Econômico)

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