Sexta-feira, 03 de Abril de 2026

Home em foco Chefe do Pentágono pede saída do comandante do Exército dos Estados Unidos em meio à guerra contra o Irã

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O Pentágono confirmou a saída do chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, após um pedido feito pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, em meio à guerra contra o Irã. A decisão não foi justificada por Hegseth, que em pouco mais de um ano no cargo tenta remodelar a imagem das Forças Armadas, eliminando um número considerável de oficiais de alta patente no processo.

“O general Randy A. George se aposentará do cargo de 41º Chefe do Estado-Maior do Exército, com efeito imediato. O Departamento de Guerra agradece ao general George por suas décadas de serviço à nossa nação. Desejamos-lhe tudo de bom em sua aposentadoria”, afirmou o porta-voz do Pentágono Sean Parnell, na rede social X.

George foi indicado ao posto pelo presidente Joe Biden, em 2023, e tinha mais um ano de mandato pela frente. Anteriormente, serviu como assessor militar para o então secretário de Defesa, Lloyd Austin, e combateu na primeira Guerra do Golfo, em 1991, e nos conflitos no Iraque (2003-2011) e Afeganistão (2001-2021).

À rede CBS News, que revelou a ordem de Hegseth horas antes da confirmação, uma fonte do Departamento de Defesa disse, ao se referir ao general, que “agradecemos o seu serviço, mas era hora de uma mudança na liderança do Exército”. Oficiais das Forças Armadas ainda declararam à CBS que a decisão de afastar o militar está ligada à visão que o governo do presidente Donald Trump quer introduzir nas Forças Armadas.

Nova doutrina militar

No ano passado, Hegseth declarou que os militares americanos precisam desenvolver um “ethos guerreiro”, focado no preparo físico, na mentalidade de combate permanente e na abolição da “cultura woke”. O secretário, um veterano do Iraque famoso por suas opiniões na Fox News, recentemente disse que suas tropas não deveriam respeitar “regras de engajamento estúpidas” ou travar “guerras politicamente corretas”. Já no contexto da ofensiva no Irã, declarou que “continuaremos pressionando, continuaremos avançando, sem trégua, sem misericórdia para com nossos inimigos”.

Além da doutrina de combate, Hegseth eliminou políticas de diversidade e inclusão, na linha do que defende Trump, e afastou oficiais de alta patente de postos de comando. A lista de cortes foi aberta com a demissão do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Charles Brown Jr., no começo do ano passado, e ampliada com a saída de militares na Marinha, Aeronáutica e Guarda Costeira. No ano passado, o chefe do Comando Sul, Alvin Halsey, deixou o posto menos de um ano depois de assumir, durante os controversos bombardeios contra barcos acusados de ligação com o narcotráfico no Caribe e no Oceano Pacífico.

O anúncio da saída de George ocorre em meio ao agravamento da guerra contra o Irã, travada com o apoio de Israel. Apesar das declarações de Trump e dos comandantes militares de que as capacidades dos iranianos estão “dizimadas”, centenas de mísseis e drones continuam a atingir países do Golfo Pérsico e Israel, e o Estreito de Ormuz segue fechado há mais de um mês. A decisão também ao mesmo tempo em que o Pentágono discute planos para uma invasão por terra, no que seria uma escalada crucial na guerra. (As informações são de O Globo)

 

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