Quarta-feira, 01 de Abril de 2026

Home Economia Cinco golpes com o seu Imposto de Renda

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O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 já começou. E, com isso, criminosos espalham armadilhas pela internet usando o assunto como isca. Os golpistas se passam pela Receita Federal, por escritórios de contabilidade e até por advogados para obterem vantagens financeiras ou informações valiosas das vítimas.

“A grande maioria dos golpes não explora falhas de sistema dos bancos, mas sim a confiança e o comportamento das pessoas. É o que chamamos de engenharia social. Os golpistas criam uma narrativa muito convincente, para induzir a vítima a fornecer dados ou realizar uma transação”, afirma Felipe Tambelini, diretor de Prevenção a Fraudes do Itaú Unibanco.

Numa nova campanha de golpe identificada neste ano pela Kaspersky, empresa de segurança cibernética, o contribuinte recebe por e-mail uma falsa notificação da Receita Federal alertando para uma uma suposta pendência no IR, explica Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise.

A Kasperksy já bloqueou 11 sites criados pelos cibercriminosos que simulavam o gov.br, usando como isca o “IR 2026”. O objetivo é roubar credenciais para acessar declarações pré-preenchidas e, com esses dados sensíveis em mãos, fazer fraudes financeiras, clonar documentos e acessar outros serviços digitais.

Golpes com IA

A TIVIT, provedora de serviços de tecnologia na América Latina, destaca que o cenário se tornou ainda mais perigoso em 2026 com o uso crescente de inteligência artificial para sofisticar golpes. A empresa lista como funcionam cinco golpes aplicados com apoio da IA. Veja abaixo.

“Os criminosos utilizam a IA em diferentes etapas da jornada do contribuinte para conferir verossimilhança e escala aos ataques”, explica Jefferson Andrade, gerente de Segurança da Informação e Privacidade.
Confira as principais artimanhas com uso de IA:

1. Golpe da malha fina e pendências fictícias: Os criminosos utilizam IA generativa para espelhar portais governamentais com precisão técnica absoluta. A tecnologia elabora e-mails e mensagens de WhatsApp personalizados que simulam termos técnicos reais e notificações de irregularidades. O objetivo é induzir o contribuinte ao erro para que ele clique em links maliciosos. Ao acessar o portal falso, o usuário entrega suas credenciais do Gov.br (login e senha), permitindo que o golpista assuma o controle de sua identidade digital.

2. Golpe da notícia falsa e taxas inexistentes: uso de deepfakes de vídeo e áudio para simular jornalistas ou autoridades confirmando uma suposta “nova taxa de processamento” ou “pedágio de restituição”. A IA também é usada para analisar o perfil da vítima em redes sociais e direcionar essa notícia falsa de forma hiper-personalizada para um público que se identifique e possa acreditar no conteúdo. Dessa forma, os criminosos exploram o medo e a urgência emocional (“Seu CPF será bloqueado em 24h”) para convencer o cidadão de que ele possui uma dívida imediata com o Estado.

3. Golpe do DARF ou boleto adulterado: nessa modalidade, a IA automatiza a criação de guias de pagamento (DARF) que visualmente são idênticas às originais, mas com códigos de barras ou QR Codes de PIX direcionados para contas de laranjas. A tecnologia permite gerar esses títulos falsos em massa, atingindo um número cada vez maior de vítimas simultaneamente. O contribuinte acredita estar quitando uma guia oficial de imposto ou multa, quando na verdade está transferindo o patrimônio diretamente para o criminoso.

4. Golpe do suporte técnico e atualização de nível de conta: Chatbots avançados baseados em IA simulam atendentes do suporte oficial do governo para “ajudar” o usuário a subir o nível da conta gov.br para Prata ou Ouro para assegurar o processamento de sua declaração. O objetivo é capturar o MFA (Múltiplo Fator de Autenticação) ou códigos de recuperação. Com isso, o criminoso consegue sequestrar a conta do cidadão, mesmo que ele tenha senhas fortes.

5. Golpe do falso escritório (de advocacia ou contabilidade): Os criminosos utilizam IA generativa para criar perfis falsos extremamente convincentes de escritórios de advocacia ou contabilidade em redes sociais e sites. A tecnologia é usada para redigir contratos, notificações judiciais e pareceres técnicos com linguagem jurídica impecável, simulando que o contribuinte tem direito a uma “revisão de tributos” ou “recuperação de créditos” acumulados. O objetivo final é obter o pagamento de “honorários antecipados” para liberar o valor ou utilizar os dados obtidos para realizar o sequestro da conta gov.br da vítima.

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