Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 5 de janeiro de 2026
Após o sucesso do primeiro capítulo, “Wicked 2” chega aos cinemas com a proposta de aprofundar os dilemas morais e emocionais que transformaram o musical em um fenômeno global. Sob a direção de Jon M. Chu, o longa dá continuidade à história de Elphaba e Glinda, explorando temas como responsabilidade, poder, amizade e as consequências das decisões individuais.
Em entrevistas recentes à imprensa internacional, Chu destacou que, embora ambientado em um universo fantástico, o filme dialoga diretamente com a realidade contemporânea. “A ficção nos permite falar de escolhas diárias de uma forma mais acessível. Todos nós lidamos com decisões que parecem pequenas, mas que moldam quem somos”, afirmou o diretor.
Baseado no musical da Broadway inspirado no romance de Gregory Maguire, “Wicked 2” mostra os caminhos divergentes das protagonistas após os eventos iniciais da trama. Elphaba passa a ser vista como uma ameaça pelo governo de Oz, enquanto Glinda se aproxima do poder institucional. Para Chu, essa oposição simboliza conflitos universais entre conveniência, ética e coragem. “Nem sempre escolher o que é certo é o caminho mais fácil. O filme fala muito sobre isso”, explicou.
Além do aspecto narrativo, o diretor ressaltou a importância da mensagem de esperança presente na obra. Segundo ele, o longa foi concebido em um momento de grande polarização social e política no mundo. “Vivemos tempos difíceis. Contar uma história que reconhece a dor, mas aponta para empatia e transformação, era essencial”, disse.
O elenco, liderado por Cynthia Erivo e Ariana Grande, também contribui para esse tom mais reflexivo. Chu elogiou a entrega das atrizes, destacando que ambas trouxeram camadas emocionais adicionais às personagens já conhecidas do público. “Elas entenderam que não se trata apenas de cantar ou encantar visualmente, mas de comunicar sentimentos reais”, afirmou.
Visualmente, “Wicked 2” mantém a grandiosidade do primeiro filme, com cenários elaborados e números musicais ambiciosos, mas aposta em uma atmosfera mais densa e madura. A evolução estética acompanha o amadurecimento das personagens e reforça o peso das decisões que passam a enfrentar.
Para Jon M. Chu, o impacto do filme vai além do entretenimento. “Se o público sair do cinema refletindo sobre suas próprias escolhas e acreditando que ainda é possível mudar o rumo das coisas, então cumprimos nosso papel”, concluiu.