Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 10 de fevereiro de 2026
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do Brasil, ficou em 0,33% em janeiro, repetindo a taxa de dezembro de 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em sentidos opostos, a gasolina, com alta de 2,06%, e a luz elétrica residencial, com queda de 2,73% nos preços, foram as principais influências para o índice no primeiro mês do ano. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,44%. Em janeiro de 2025, o IPCA foi de 0,16%.
Entre os nove grupos pesquisados, o dos transportes (0,60%) foi o responsável pelo maior impacto no índice de janeiro (0,12 ponto percentual), com a alta de 2,14% nos combustíveis, em especial na gasolina (2,06%), principal impacto individual no resultado do mês (0,10 ponto percentual). A variação dos demais combustíveis foi a seguinte: etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).
Por outro lado, o grupo habitação apresentou queda de 0,11% em janeiro, por conta da redução de 2,73% na energia elétrica residencial, maior impacto negativo no resultado do mês (-0,11 ponto percentual).
Em janeiro, a maior variação entre os grupos do IPCA ocorreu na comunicação (0,82%), destacando-se a alta nos aparelhos telefônicos (2,61%) e reajustes nos subitens TV por assinatura (1,34%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,76%).
Em saúde e cuidados pessoais (0,70%), grupo com a segunda maior variação, destacaram-se os artigos de higiene pessoal (1,20%) e o plano de saúde (0,49%).
Já o grupo alimentação e bebidas desacelerou na passagem de dezembro (0,27%) para janeiro (0,23%). A alimentação no domicílio registrou variação de 0,10%, ante 0,14% do mês anterior, com influência das quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%).
No lado das altas, os destaques são o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), principalmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%). A alimentação fora do domicílio (0,55%) também desacelerou em relação ao mês anterior (0,60%).